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Novo relatório da ONU sobre programa nuclear do Irã é "preocupante", dizem EUA

Novo relatório da ONU sobre programa nuclear do Irã é "preocupante", dizem EUA

 

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Casa Branca qualificou de "preocupante" o novo relatório da AIEA (Agência Nuclear de Energia Atômica) sobre o programa nuclear iraniano. No documento, a agência da ONU diz que Teerã ainda tenta obter armas nucleares e atrapalha as inspeções realizadas por funcionários da agência em suas instalações.
"O mais novo relatório da AIEA mostra, mais uma vez, que o Irã se recusa a cumprir suas obrigações internacionais e mantém os esforços para expandir seu programa nuclear e obter armas atômicas", disse o porta-voz da Casa Branca, Tommy Vietor, aos jornalistas.
A produção total iraniana de urânio de baixo enriquecimento subiu cerca de 15% desde maio, chegando a 2,8 toneladas, segundo o relatório publicado nesta segunda-feira. O crescimento acontece apesar da nova rodada de sanções aprovada em junho pelo Conselho de Segurança da ONU e das sanções unilaterais de vários países.
A agência da ONU afirma ainda que o Irã impede a investigação da agência sobre o uso de seu urânio e nega o acesso a suas instalações nucleares.
O relatório confidencial também aponta que a AIEA continua preocupada com a possível intenção do Irã de desenvolver uma bomba atômica. Até meados de agosto, o país já tinha 22 quilos de urânio altamente enriquecido, provavelmente para um reator de investigação.
"Estima-se que entre 09 de janeiro de 2010 e 20 de agosto de 2010 (...) 22 quilos de UF6, urânio enriquecido a 20%, foram produzidos em sua planta piloto em Natanz", afirma a AIEA.
Até agora, o Irã só enriquecera urânio em Natanz até 5%. O enriquecimento a cerca de 20% só começou no início de fevereiro, com o objetivo alegado de usá-lo como combustível para produção de energia elétrica e uso em isótopos médicos. Para produção de bombas, é necessário urânio enriquecido a 90% --algo que o Irã não teria condições da fazer, segundo analistas.
Segundo fontes diplomáticas que falaram à agência Reuters em condição de anonimato, o relatório coloca mais pressão sobre os inspetores da ONU.
"Este é um relatório importante, e parece que chegamos a um impasse", disse David Albright, chefe do Insitituto de Ciências de Segurança Internacional de Washington,
Segundo ele, os inspetores nucleares ficaram "muito frustrados" ao saber dos obstáculos provocados pelo Irã. "Aparentemente, isso mostra a erosão da habilidade da AIEA de cumprir com suas tarefas", disse Albright.
SANÇÕES
No último dia 9 de junho, o Conselho de Segurança aprovou uma quarta rodada de sanções ao Irã por manter enriquecimento de urânio em seu território, o que viola resolução anterior do Conselho. A resolução estabelece novas restrições às operações dos bancos iranianos, enquanto aumenta a apuração das transações das entidades financeiras do país no exterior. Além disso, endurece o embargo de armas ao Irã e sanciona 40 entidades do país e reforça o regime de inspeções a navios e aviões iranianos.
Grande parte da comunidade internacional, com EUA e Israel à frente, acusa o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro programa, de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armamento atômico.
Além de não terem conseguido convencer o Irã a desistir de seu programa nuclear, as três rodadas de sanções da ONU impostas ao país já tiveram efeitos adversos para o Ocidente, como estimular o mercado negro e beneficiar os líderes iranianos devido à irritação da opinião pública. Segundo o "think tank" americano Council on Foreign Relations, o espectro limitado das atuais sanções e a recusa de aliados de restringir negócios com Teerã impedem que sejam sentidos efeitos graves na economia do país.
Mesmo Moscou e Pequim (principal parceiro econômico do Irã) mantêm negócios importantes com o país, inclusive em áreas sensíveis como energia e defesa. Quanto a restrições de viagens impostas a militares e funcionários do programa nuclear, o impacto é pequeno porque, segundo analistas, essas pessoas já saíam pouco do país.
COMÉRCIO
Outro problema é que os iranianos acabam aprendendo a burlar as regras, alimentando redes de mercado negro por todo o mundo. Em 2009, por exemplo, foi revelado um esquema para a compra de peças de aeronaves. Uma empresa de aviação holandesa admitiu ter canalizado ilegalmente peças de aviões americanas para o Irã de 2005 a 2007. Há também processos contra contrabando de peças através de Colômbia, Malásia, Cingapura, Irlanda e Hong Kong.
Outra questão é que muitas vezes restrições têm maior probabilidade de fazer aumentar os preços de produtos estrangeiros proibidos do que impedir que eles cheguem ao Irã. E sanções financeiras também foram burladas.
Em janeiro de 2009, o banco Lloyds TSB (Londres) pagou US$ 350 milhões em multas após ocultar o envolvimento de entidades de países que incluem o Irã em transferências com bancos dos EUA, durante 12 anos. Em 2006, os reguladores multaram o banco holandês ABN Amro por negócios semelhantes.
Ainda assim, algumas consequências importantes derivam das sanções. Em Teerã, são comuns cortes de energia devido à falta de geradores elétricos, que estão na lista de bens proibidos por causa de seu potencial uso militar, por exemplo.
 
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/794892-novo-relatorio-da-onu-sobre-programa-nuclear-do-ira-e-preocupante-dizem-eua.shtml

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