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Diretor de Tropa de Elite critica UPPs

 



Em debate sobre o recém-lançado Tropa de Elite 2, o cineasta José Padilha condenou a política de segurança do Rio e afirmou que não adianta ocupar as favelas sem acabar com corrupção na polícia


Não tem para Homem-Aranha, Harry Potter e Titanic. Acredite. Nos últimos 20 anos, no mercado cinematográfico brasileiro, o filme que mais atraiu público em sua primeira semana de exibição foi Tropa de Elite 2.
Até o meio-dia de sexta, quase 3 milhões de brasileiros (2.925.000) já tinham assistido à nova aventura do Capitão Nascimento com 720 salas do País. A corrida ao filme gerou uma receita de R$ 27,7 milhões.

RIO – O cineasta José Padilha, diretor dos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite 2, criticou a política de segurança pública do Rio de Janeiro e a Polícia Militar do Estado. Em debate sobre o filme, Padilha disse que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), principal programa de segurança do governo fluminense, resolvem apenas a parte fácil do tema.

"A polícia corrupta continua a mesma. E é esta polícia que está ocupando as favelas cariocas. Quem garante que no futuro elas não se tornarão milícias?", questionou.

Padilha disse não acreditar na tese esquerdista de que a origem da violência está na miséria, nem na tese de direita de que o crime só pode ser combatido com repressão.

Para ele, é a máquina pública corrupta e mal administrada que transforma a miséria em violência e origina a criminalidade. "A violência tem a ver com a forma como se faz política hoje no Brasil."

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que a UPP não é uma panaceia. E disse que sua gestão combate também a corrupção e tem outras políticas para reduzir a violência.

"A corrupção existe em vários lugares. Do serviço público e da iniciativa privada. Tenho consciência de que a UPP não resolve todos os problemas", disse Beltrame, no alto do Morro dos Macacos, ocupado anteontem pelo Bope para a instalação da 13ª UPP do Estado.

"Mas estamos vivendo um momento em que precisamos ver as igualdades, e não as diferenças. Estamos com mais de 150 mil pessoas livres da imposição de armas."

Também presente ao debate, organizado pelo jornal O Globo, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, um dos autores do livro Elite da Tropa, defendeu o fim da PM do Rio. Para ele, a polícia é a fonte das milícias.

"O centro dinâmico da criminalidade no Rio é a polícia. É preciso desconstruir esta polícia e construir outra."

Beltrame classificou como simplista a proposta de Soares. "Estamos mostrando que a PM tem condição de dar as respostas que a gente quer. Tem problemas, mas é muito simplista fazer esse tipo de alegação."
(Jornal do Commercio).

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