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Casa de traficante no Alemão tem piscina e hidromassagem

Casa de traficante no Alemão tem piscina e hidromassagem

Rio - Policiais e homens das Forças Armadas que participam das operações deste domingo no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, fizeram buscas na casa de um dos líderes do tráfico na região. A residência de três andares estava decorada com móveis novos, de luxo, e era equipada com televisões de LCD, ar-condicionado em todos os aposentos e uma banheira de hidromassagem.
 
>> FOTOGALERIA: Polícia e Forças Armadas tomam o Complexo do Alemão
 
No terraço da casa, há uma piscina e uma churrasqueira, com azulejos que imitam o calçadão de Copacabana. Na cozinha, foram encontrados eletrodomésticos caros e novos, em aço escovado e mesas com tampo de vidro e passa pratos giratório. Na sala, o teto é rebaixado e com luzes indiretas. Tudo foi destruído pelos criminosos antes da fulga.
 
>> FOTOGALERIA: Forças Armadas e polícias Militar, Civil e Federal se unem contra o tráfico no Alemão
A polícia quebrou o forro do teto, todos os armários e paredes da casa e fez uma apreensão de material, que ainda não foi contabilizado. O dono da casa não foi identificado. Segundo a polícia, a residência seria dos traficantes conhecidos como Pezão ou Polegar.
>> FOTOGALERIA: Com medo, moradores deixam o Complexo do Alemão
Ataques começaram no domingo ao meio-dia
A onda de ataques violentos no Rio e Grande Rio começou no domingo 21 de novembro, por volta do meio-dia, na Linha Vermelha, quando seis bandidos armados com cinco fuzis e uma granada fecharam a pista sentido Centro, altura de Vigário Geral. Os criminosos, em dois carros, levaram pertences de passageiros e queimaram dois veículos, após expulsarem os ocupantes. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, as ações criminosas são uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a transferências de bandidos para presídios federais em outros estados.
Na manhã da segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à Avenida Brasil, em Irajá, também na Zona Norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos. No mesmo dia, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que haviam incendiado os três carros na mesma manhã. À noite, traficantes incendiaram dois carros na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Pavuna. Foi o quinto ataque a motoristas em menos de 48 horas. Na Zona Norte, outra cabine da Polícia Militar foi metralhada.
No dia seguinte, as polícias Militar e Civil se uniram para reforçar o patrulhamento pelas ruas do Rio. O efetivo foi redobrado para controlar os ataques dos bandidos. A operação, que se chamou 'Fecha Quartel', suspendeu todas as folgas dos policiais militares do Rio de Janeiro. Mais de 20 favelas foram invadidas e armas e drogas foram apreendidas. Bandidos foram presos e alguns criminosos mortos em confronto com agentes.
Na quarta-feira 24 de novembro, novos ataques: ônibus, van e carros foram incendiados na Zona Norte do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. Sérgio Cabral, governador do Rio, desafiou os bandidos: 'Não há paz falsa. Não negociamos'. Em uma reunião de cúpula da Segurança Pública do Estado, ficou decidido que a Marinha daria apoio logístico às operações de resposta aos ataques de bandidos.
Em mais um dia de veículos incendiados espalhados pela cidade, mais de 450 homens - entre polícias Militar e Civil e fuzileiros da Marinha, com o apoio de blindados de guerra da força naval, tomaram a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Emissoras de tv mostraram, ao vivo, centenas de bandidos armados fugindo para comunidades vizinhas. Cenas históricas que mostraram a atual situação do Rio de Janeiro. Na sexta-feira 26 de novembro, o Exército e a Polícia Federal entraram na batalha. A estratégia é ocupar também o Complexo do Alemão.
 

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