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Para rir com vontade

´Se eu fosse da distribuidora do filme ou mesmo a produtora dele, abraçaria completamente a certeza do sucesso do longa. Mas, sendo a diretora, fico com vontade de me esconder e digo que 'dá meda!'`. A brincadeira da cineasta Rosane Svartman - na ponta-de-lança no calendário de filmes nacionais para 2011 - revela a responsabilidade da comunicação com o público, num cenário pós-Tropa de elite 2, o mais visto entre todos os longas brasileiros que chegaram às telas de cinema do país. Atração das salas nesta sexta-feira, Desenrola - ´engraçado, mas sem a proposta de humor rasgado`, como define Svartman - engrossa a lista de pontuação cômica na nova leva de títulos. ´Falam em tendência ou fase boa para a comédia, e eu digo: 'Demorou'. Temos um mercado que pede todo o tipo de filme: se as pessoas se relacionam bem com humor, que ele seja incluído no cardápio`, comenta a diretora.


De Capitão Nascimento, sucesso nacional, Wagner Moura estrela, este ano, O homem do futuro (acima) e VIPs (abaixo). Foto: Paramount/Divulgação
´Na época da retomada da produção nacional, durante anos, o investimento maior foi em dramasvoltados para adultos. A comédia era uma preferência que, de repente, se viu negligenciada. Agora, estamos com uma tendência aos filmes de comédia`, analisa Pedro Butcher, editor do portal Filme B. O estudioso do mercado atenta para uma nova, e mais sólida, realidade de planejamento dos lançamentos, integrada às ações do Fundo Setorial do Audiovisual. ´O nível de investimentos corresponde à realidade de produção e comporta até patamar de montantes para blockbuster, como foi o caso da comédia Se eu fosse você 2. Em conteúdo, houve mudança na forma: antigamente, as comédias eram maliciosas e mais ligadas à chanchada. Agora, o perfil é mais família`, comenta Butcher.

Passada a carga de dramas espirituais atrelada aos filmes brasileiros e o efeito Tropa 2 - ´um caso absolutamente excepcional`, como reforça Butcher -, o cenário, pelo que projeta o especialista, favorecerá De pernas pro ar (em cartaz desde o fim de 2010); Família vende tudo (com Luana Piovani); Não se preocupe, nada vai dar certo (com Tarcísio Meira e a direção de Hugo Carvana, que ´sempre tem potencial para um público de 500 mil espectadores`, nas contas de Butcher) e Cilada.com, que emigra da TV, para uma versão dirigida por José Alvarenga Jr. (do megassucesso Divã).


Foto: Universal/Divulgação
Promessas

Com público superior a 1 milhão na versão teatral, Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia do que a nossa (com texto de Juca de Oliveira) promete filas nos cinemas, em fevereiro. Além da comédia de José Eduardo Belmonte, Billi Pig, com o ímã de público Selton Mello, VIPs (multipremiado no Festival do Rio) e O homem do futuro têm vasto potencial, reforçado pela presença de Wagner Moura. Os adolescentes estão na mira de Desenrola, em que a personagem Priscila (Olívia Torres) tem o impulso de catar Rafa (Kayke Brito), ainda que sob a oposição do ingênuo Boca (Lucas Salles). ´Minha proposta é a do diálogo: digo sempre que o filme é baseado na minha, na sua e na vida do outro também - não são histórias de exceção, falo das pessoas comuns da classe média`, resume Rosane Svartman, que há 12 anos obteve considerável público com Como ser solteiro.

Em esquema de lançamento recauchutado, com coprodução da Globo Filmes, a diretora aposta nas mídias tradicionais (que incluem trailers e investimento em publicidade na TV), mas redobrou os incrementos via web: ferramentas sociais acalentaram a discussão do roteiro; a banda Agnela teve música feita com auxílio virtual e parte do elenco foi pinçado entre internautas.
 
http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/01/10/viver1_0.asp

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