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IML continua sem liberar corpos

Grande Recife // crise no IML

IML continua sem liberar corpos

Após a decisão do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) de interromper as atividades do Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife a partir desta sexta-feira (18), a expectativa era que os corpos que encontravam-se no local fossem liberados sem a realização do exame de necrópsia, com a causa da morte constatada como não identificada. O que tem acontecido, no entanto, é a não liberação de nenhum corpo, mesmo sem o motivo da morte, por conta da operação padrão, iniciada há uma semana. Nesta manhã, 39 corpos esperavam pela liberação.
Além disso, os legistas alegam que, ao chegarem ao IML nesta manhã, não encontraram nenhum corpo na câmara de resfriamento. Os corpos teriam sido transferidos, durante a madrugada, para um caminhão frigorígico, pois seriam levados para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), na Cidade Universitária.
 
Tanta indefinição tem deixado familiares angustiados. O mecânico Admilson Rufino de Souza, por exemplo, tenta liberar o corpo do pai desde terça-feira. Caso semelhante ao do aposentado Severino Heleno Barbosa, que há três dias viaja de Vitória de Santo Antão à capital pernambucana na tentativa de liberar o corpo do sobrinho, um garoto de dois anos que morreu eletrocutado. ""A gente fica revoltado. Pernambuco não está preparado para nada. Como pode um IML estar numa situação assim?", desabafa.

O presidente da Associação Pernambucana de Médicos e Odontólogos Legistas (Apemol), Carlos Medeiros, afirma que "se lá, no SVO, reunir as condições necessárias para nós trabalharmos, prontamente os médicos legistas estarão fazendo o serviço." Entretanto, o médico legista afirmou que foi ao SVO nesta manhã e que o local é bastante pequeno para a demanda e o tipo de perícia realizado por eles. "Eu acredito que mesmo a gente fazendo esse serviço lá, vai trazer transtornos e demoras", revela.

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