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DEUS É FIEL: HISTORIA DE RUTE

DEUS É FIEL: HISTORIA DE RUTE

28 DE ABRIL O DIA DA SOGRA VEJA HISTORIA DE RUTE E NOEMI. A SOGRA E AS NORAS

HISTORIA DE RUTE

História

Havia fome em Israel. Elimeleque, Noemi e seus dois filhos, Malom e Quiliom, resolveram mudar de Belém para Moabe, onde havia mais alimento. Mas Noemi não foi feliz ali porque seu marido morreu.
Quando seus filhos estavam com idade suficiente se casaram com duas moabitas - Orfa e Rute. Todos eles moraram juntos por 10 anos. Durante esse tempo, Orfa e Rute aprenderam a amar o Deus verdadeiro. Porém vieram mais problemas. Malom e Quiliom também morreram.

Quando Noemi soube que a fome em Israel havia terminado, ela decidiu voltar para casa. Orfa e Rute decidiram ir com ela. Enquanto caminhavam, Noemi deve ter pensado que seria difícil para Orfa e Rute viverem em uma terra estranha, com costumes estranhos. Se elas ficassem em seu próprio país, poderiam encontrar novos maridos e serem felizes novamente.

Finalmente, ela lhes disse o que estava pensando. No começo nem Orfa nem Rute queriam voltar, mas depois de conversarem sobre isso, Orfa beijou Noemi, despediu-se e partiu para casa. Mas Rute pediu:
- Não peça para eu deixá-la. Onde a senhora for, eu irei. Seu povo será o meu povo e seu Deus, o meu Deus.

Quando chegaram em Belém, era tempo da colheita de cevada. Rute disse a Noemi que ela iria apanhar cereal nos campos. Em Israel era costume dos ceifeiros deixar algum cereal para que as pessoas pobres e viúvas pudessem apanhar. Rute foi pegar cereal num campo que pertencia a Boaz, um parente de Elimeleque.

- Fique em meu campo, perto de meus empregados, e ninguém a aborrecerá - disse ele. - Ouvi do quanto você tem sido bondosa para Noemi. Deus a abençoe.

Boaz fez mais para ajudar Rute. Ele a deixou comer com seus servos e disse para seus empregados deixarem cair cereal a mais para ela.

Quando foi para casa, Rute tinha aproximadamente 25 quilos de cereal.

- Onde você apanhou cereal hoje? - perguntou Noemi, surpresa.
- Na plantação de Boaz - respondeu Rute.
Noemi contou a Rute sobre um costume em Israel. Quando um homem morria sem deixar filhos, o homem mais próximo ligado a ele deveria se casar com a viúva. E quando tivessem filhos, haveria alguém para herdar os bens da família e continuar seus negócios.

Rute disse a Noemi que estava disposta a se casar com Boaz. Boaz se agradou disso.
- Porém - ele disse para ela - há alguém que é um parente mais próximo do que eu. Amanhã conversarei com ele.

Boaz foi ao portão da cidade, ande as pessoas faziam acordos de negócios. Ele se encontrou com o parente mais próximo de Elimeleque. Boaz convidou 10 homens que eram importantes na cidade para presenciar o que aconteceria.

- Rute tem umas terras para vender - disse Boaz. Se você não quiser reaver as terras, eu o farei.
- Eu as comprarei - disse o parente.
- Tem mais coisa - falou Boaz. - O parente que comprar as terras de Elimeleque também deve se casar com Rute.
- Ah, então não vou comprá-las. Eu poderia prejudicar minha própria herança.

Assim Boaz e Rute se casaram. Depois de algum tempo eles tiveram um nenê. Eles o chamaram de Obede. Obede se tornou
o avô do rei Davi.
FONTE 

Filme sobre Movimento Sindical Em Sapé na Paraiba e no engenho Galileia Vitoria Pernambuco.Assista o Filme Completo na Tv Mariana Amalia no topo do blog

Cangaceiros l EITA PERNAMBUCO

A história dá conta de Basílio Quidute de Souza Ferraz como primeiro cangaceiro, autodenominado bispo de Lorena. Depois, José Gomes, o Cabeleira. Joaquim Gomes, o pai, e o negro Theodósio, formaram um grupo apreciado e temido pela população da caatinga de Pernambuco. Os três, capturados por militares, foram enforcados em Recife; em 1876.

Em seguida foi a vez de Manoel Batista de Morais se tornar famoso como Antônio Silvino; tão famoso, posto que também era chamado de Rei do Cangaço, Rifle de Ouro e Governador do Sertão. Jurou vingar a morte do pai, e juntou-se ao bando de Luís Mansidão. Pouco se diz que a violência dos jagunços, a mando de portugueses donos de terras, fora a parideira do cangaço; violência entre famílias rivais abocanhando terras. Os jagunços se alugavam em troca de comida, de dormida.

Antônio Silvino errou absoluto pelo sertão, por quinze anos. Propôs ao governo do Rio Grande do Norte, deixar a vida de erradio em troca da anistia. Com a recusa, foi preso em 1918. Condenado a vinte anos de cadeia, foi indultado por Getúlio Vargas em 1937. Tornou-se funcionário público no Paraná. Na prisão, aderira à religião batista, abjurando o cangaço. Morreu em Campina Grande, em 1944.

O chefe de polícia Ulysses Gerson Alves da Costa escreveu em relatório de 1908, referindo-se a Silvino: "Essas populações criam toda a espécie de obstáculos à ação da polícia, negando esclarecimento aos comandantes das forças e facilitando a fuga dos bandidos".

A trilha foi seguida pelos grupos de Sebastião Pereira e Praxedes. Em 1917, tocaram fogo em propriedades, arrebataram bichos e mataram gente no município de Malhados. Na seca de 1919, Jatobá de Tacaratu, Águas Belas e Ipanema foram atacadas pelo grupo dos irmãos Porcino – Manoel Antônio e Pedro – e de Antônio Germano.

A família de José Ferreira da Silva, pai de Lampião, vendera a fazenda em Vila Bela e se mudara para Nazaré. Por motivo de roubo de gado. O vizinho, José Saturnino, não manteve a palavra de ficar longe dos Ferreira. Houve troca de tiros. A casa de José Ferreira foi cercada por quinze homens. Virgulino e o tio, Manoel Lopes, reagiram com tiros.

Depois disso, toda a família passou a andar com armas de fogo e punhais, afora as roupas de couro e chapéus de abas largas. Coincidiu de, na época, Sinhô Pereira e Luís Padre errarem por Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas. Por razões de vinganças familiares.

No ataque a Nazaré, Virgulino e seus dois irmãos – Levino e Antônio – aderem a Sinhô Pereira. A polícia ataca a posse da família. Levino é preso. José Ferreira compromete-se a deixar a região se o filho for solto. Vão para Águas Belas, Alagoas. ; perdem o gado, ficam pobres.

As terras de José Saturnino são atacadas em 1920. João, outro filho de José Ferreira, é preso. Lampião ameaça tocar fogo na cidade se o irmão não for solto. A polícia solta João. O pai é morto no ano seguinte. Definitivamente no cangaço, Lampião ganha o apelido por dar tiros rápidos e seguidos, encandeando a noite. Herda de Antônio Silvino o ofício da agiotagem, com o dinheiro extorquido de fazendeiros ou mediante sequestro de políticos e de gente influente. Labareda, que pertencera ao grupo, diz à polícia que o chefe mandava o intermediário cobrar as "notas promissórias", e dizer ao devedor que "não se confie por estar na cidade grande, porque ele tem quem venha lhe arrancar um olho e levar para guardar no bornal..."*

Antes de se estabelecer com Luís Padre em Minas Gerais como criadores de gado, Sinhô Pereira pede a Lampião que mate o derradeiro dos assassinos de seu irmão, uma pessoa da família Carvalho. Coincide que Lampião também tem os Carvalho como inimigos.

Lampião apeia em Triunfo com o apoio do prefeito e do vigário.

Sérgio Loreto, governador de Pernambuco, confessa ser difícil capturar os cangaceiros, "especialmente os de Lampião", por terem a cumplicidade dos habitantes. O bando atua em Arcoverde – Rio Branco -, Ipanema, Moxotó, Pajeú, Navio e Brígida.

Estácio Coimbra, governador seguinte, nomeia Eurico de Souza Leão, chefe de polícia. São criadas as volantes – perseguição apenas de cangaceiros. Usam alpargatas de rabicho, as mesmas do cangaço. (continua)

*História do Cangaço – Maria Isaura Pereira de Queiroz
FONTE

A Morte de Cristo


 

A Morte de Cristo



Sermão pregado na manhã de Sábado, 24 de janeiro de 1858,
por Charles Haddon Spurgeon,
No Music Hall, Royal Surren Garden.


"Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão."
Isaías 53:10


QUE miríades de olhos estão lançando seus olhares para o sol! Que multidão de homens levantou seus olhos e observou as órbitas estelares do Céu! Elas são constantemente observadas por milhares – mas existe uma grande transação na história do mundo a qual merece todos os dias muito mais espectadores do que aquele sol que sai como um noivo, forte para iniciar sua corrida. Há um evento que atrai, todos os dias, muito mais admiração do que o sol, a lua e as estrelas conseguem, quando marcham em seus percursos. Esse evento é a morte do nosso Senhor Jesus Cristo – a isto os olhos de todos os santos que viveram antes da era Cristã sempre estiveram direcionados – e para trás, através dos milhares de anos de história, os olhos de todos os santos olham para ela! Os anjos no Céu olham constantemente para Cristo. "Coisas que até os anjos anseiam observar," (1 Pedro 1.12) disse o Apóstolo. Em Cristo os inumeráveis olhares dos redimidos estão fixados. E milhares de peregrinos, por esse mundo de lágrimas, não têm objeto melhor para sua fé, nem desejo melhor para sua visão do que ver Cristo enquanto ele está no Céu e em comunhão para observar a Sua Pessoa! Amados, teremos muitos conosco enquanto, nesta manhã, voltarmos a nossa face para o monte do Calvário. Não seremos espectadores solitários da temerosa tragédia da morte do nosso Salvador. Nós devemos lançar nossos olhares para o lugar que é o foco da alegria e do prazer do Céu – a Cruz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Tomando o nosso texto como guia, devemos visitar o Calvário, esperando ter a ajuda do Espírito Santo enquanto olhamos para Aquele que morreu na Cruz. Quero que vocês notem esta manhã, antes de tudo, a causa da morte de Cristo – "foi da vontade do Senhor esmagá-lo." "Foi da vontade de Jeová esmagá-lo," diz o original. "E fazê-lo sofrer." Em segundo lugar, a razão da morte de Cristo – "O Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa." Cristo morreu porque ele foi uma oferta pelo pecado. E depois, em terceiro lugar, os efeitos e as consequências da morte de Cristo. "Ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão." Venha, Espírito Sagrado, enquanto nós atentamos a falar sobre estes temas incomparáveis!

I. PRIMEIRO, nós temos aqui A ORIGEM DA MORTE DE CRISTO. "Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer." Aquele que lê a vida de Cristo como mera história, associa a morte de Cristo com a inimizade dos judeus e com o caráter inconstante do governador romano. Nisto ele age com justiça, pois a morte e o pecado da morte de Cristo devem bater à porta da humanidade. Essa nossa corrida torna-se um deicídio e matou o Senhor e pregou o seu Senhor em um madeiro! Mas aquele que lê a Bíblia com os olhos da fé – desejando descobrir os seus segredos – vê algo mais na morte do Salvador do que a crueldade romana ou a malícia judaica. Ele vê o decreto solene de Deus cumprido pelos homens, que foram os ignorantes, mas instrumentos culpados de sua realização! Ele olha para a lança e a haste romanas, para os insultos e zombarias dos judeus, para a Fonte Sagrada, da qual todas as coisas fluem e traçam a crucificação de Cristo ao peito da Deidade! Ele concorda com Pedro – "Este homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos, o mataram, pregando-o na cruz." Não devemos imputar a Deus o pecado, mas ao mesmo tempo o fato, como todos os seus efeitos maravilhosos na redenção do mundo, de que nós devemos sempre traçar para a Fonte Sagrada do Amor Divino. Como faz o nosso Profeta. Ele disse, "foi da vontade de Jeová esmagá-lo." Ele despreza tanto Pilatos quanto Herodes, e traça para o Pai celestial, a primeira pessoa na Divina Trindade - "Foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer."

Agora, Amados, há muitos que pensam que o Deus Pai não é nada além de um espectador indiferente da salvação. Outros O difamam ainda mais. Olham para Ele como um Ser sem amor, severo, que não teve nenhum amor para com a humanidade e que só poderia se tornar amável através da morte e das agonias de nosso Salvador. Isso é uma difamação suja com a Graça justa e gloriosa do Deus Pai, a quem devemos sempre dar honra – pois Jesus Cristo não morreu para tornar Deus amável – Ele morreu porque Deus era amável! –

"Não foi para fazer o amor de Jeová,
Ao redor de Seu povo arder,
Que Jesus do Trono acima,
Um homem sofredor se tornou.
Não foi a morte que Ele suportou,
Nem todas as dores que Ele suportou,
Que o amor eterno de Deus procurou,
Pois Deus era amor antes."

Cristo foi enviado ao mundo pelo Seu Pai com consequência da afeição do Pai pelo seu povo. Sim, Ele "amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.16) O fato é que o Pai decretou tanto a salvação, como tanto a efetuou, e deleitou-se tanto nela quanto o fez o Deus Filho e o Deus Espírito Santo! E quando nós falamos do Salvador do mundo, devemos sempre incluir nessa palavra, se falarmos em sentido amplo, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo – pois todos esses Três, como um só Deus, nos salvam de nossos pecados! O texto tira todo o pensamento pesado sobre o Pai ao dizer que foi da vontade de Jeová esmagar Jesus Cristo. A morte de Cristo leva ao Deus Pai! Vamos tentar ver isso.

1) Primeiramente, ela leva a um decreto. Deus, o único Deus do Céu e da Terra, tem o Livro do Destino inteiramente em Seu poder. Neste livro não há nada escrito pelas mãos de um estranho. A caligrafia do solene Livro da Predestinação é, do começo ao fim, inteiramente Divina. –

"Acorrentado a Seu trono está um volume,
Com todos os destinos dos homens-
Com todas as formas e tamanhos de anjos
Feitos pela pena eterna"

Nenhuma mão inferior esboçou sequer a mínima parte da Providência. Ela foi toda, do seu Alpha, ao seu Ômega, do seu prefácio Divino, ao seu final solene, marcada, projetada, esboçada e planejada pela mente do Sábio, Onisciente Deus. Portanto, nem mesmo a morte de Cristo está isenta disso! Aquele que levanta um anjo e guia um pardal; Ele que impede que os nossos cabelos caiam de nossas cabeças prematuramente, quando Ele se preocupa com coisas tão pequenas, para omitir em Seus solenes decretos a maior maravilha dos milagres da terra – a morte de Cristo! Não, a página daquele Livro manchada de sangue, a página que faz tanto o passado quanto o futuro serem gloriosos com palavras de ouro – essa página manchada de sangue, eu digo - foi mais escrita por Jeová do que por qualquer outro! Ele determinou que Cristo deveria nascer da Virgem Maria, que Ele deveria sofrer sob Pôncio Pilatos, que Ele deveria descer ao Hades, que da morte Ele deveria ressuscitar, levando cativo o cativeiro e em seguida reinar para sempre à direita da Majestade, nas alturas! Não, eu não sei nada além de que terei a Escritura para a minha justificação quando eu digo que essa é a verdadeira véspera da Predestinação e que a morte de Cristo é o verdadeiro centro e a mola principal pela qual Deus formou todos os Seus outros decretos – fazendo disso a essência e a pedra fundamental sobre a qual a arquitetura sagrada deveria ser construída! Cristo foi posto à morte pelo decreto previsto e solene de Deus Pais, e neste sentido, "foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer."
2) Mas um pouco mais adiante – a vinda de Cristo ao mundo para morrer foi o efeito da vontade e do prazer do Pai. Cristo não veio a este mundo por acaso. Ele se deitou no coração de Jeová diante de todos os mundos, eternamente deleitando-Se em Seu Pai e ser, Ele mesmo, a eterna alegria de Seu Pai. "Na plenitude dos tempos" (Efésios 1.10) Deus tirou o Seu filho de Seu seio, o Seu Filho unigênito, e livremente O enviou para nós. Este foi incomparável, inigualável amor, - que o Juiz permitiu que o Seu Filho sofresse as dores da morte para a redenção de um povo rebelde! Eu quero a imaginação de vocês para criar uma cena dos tempos antigos. Há um Patriarca barbudo que acorda de manhã cedo e acorda o seu filho, um jovem cheio de força, e ordena que ele levante e o siga. Eles saem de casa sem fazer nenhum barulho, antes que a mãe acorde. Eles partem numa jornada de três dias com os seus homens até chegarem ao monte sobre o qual o Senhor havia falado. Vocês conhecem o Patriarca. O nome de Abraão está sempre fresco em nossa memória. No caminho, esse Patriarca não troca uma só palavra com o seu filho. Seu coração está muito cheio para falar. Ele está sobrecarregado pela tristeza. Deus havia mandado que ele tomasse o seu filho, seu único filho, e mata-lo na montanha como um sacrifício. Eles vão juntos. E quem pode imaginar a imensurável angústia da alma desse pai, enquanto ele anda lado a lado com o seu filho amado, de quem ele será o executor? O terceiro dia chegou. Os servos são ordenados para ficar no sopé da montanha, enquanto eles vão subindo para adorar a Deus. Agora, pode alguma mente imaginar como o sofrimento desse pai supera todas as margens de sua alma, quando, enquanto ele subia, o seu filho disse, "As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?" Você pode imaginar como ele sufocou suas emoções e, com soluços, exclamou, "Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho"? Vejam! O pai comunicou ao seu filho o fato de que Deus demandara a sua vida! Isaque, que poderia ter lutado e escapado de seu pai, declara que ele deseja morrer se Deu havia decretado isso. O pai toma o seu filho, prende suas mãos atrás de suas costas, ajunta as pedras, constrói um altar, deita a lenha e tem o seu fogo pronto. E agora onde está o artista que pode pintar a angústia da contenção do pai, quando a faca está desembainhada e ele a segura – pronto para matar o seu filho?

Mas aqui a cortina cai. Agora a cena escura desaparece com o som de uma Voz dos Céus! O carneiro preso nos arbustos serve como substituto e a obediência da fé não precisa ir mais longe. Ah, meus Irmãos e Irmãs. Eu quero tirar vocês dessa cena e levar a uma muito maior. O que a fé e a obediência fizeram o homem fazer, esse amor obrigou Deus, Ele mesmo, a fazer! Ele tinha apenas um Filho, aquele Filho que era o deleite de Seu próprio coração. Ele convencionou a levar o Seu filho para a nossa redenção, para que Ele não quebrasse a Sua promessa, pois quando a plenitude dos tempos chegou, Ele enviou o Seu Filho para nascer da Virgem Maria e sofrer pelos pecados dos homens! Oh, você pode imaginar a grandeza desse amor, que fez o Deus eterno não apenas colocar o Seu Filho sobre o altar, mas realmente cumprir o que estava escrito e trespassar a faca sacrifical no coração de Seu Filho? Você pode pensar em quão esmagador deve ter sido o amor de Deus para com a raça humana quando Ele completou em ato o que Abraão fez apenas em intenção? Olhe e veja o lugar onde o Seu único Filho morreu na Cruz – a Vítima sangrenta da Justiça desperta! Isso é amor de fato! E aqui nós vemos como foi da vontade do Pai esmagá-Lo.

3) Isso me permite pressionar meu texto mais um passo adiante. Amados, não é apenas verdade que Deus tenha projetado e permitido com complacência a morte de Cristo – é mais verdade ainda que as imensuráveis agonias que vestiram a morte do Salvador com terror sobre-humano foram o efeito do pugilismo do Pai de Cristo de fato! Há um mártir na prisão – as correntes estão em seus pulsos e ainda assim ele canta. Foi anunciado a ele que amanhã será o dia da sua sentença. Ele bate as suas mãos alegremente e sorri, enquanto diz, "Amanhã será o trabalho cortante. Irei me alimentar sobre as tribulações de fogo, mas depois eu cearei com Cristo! Amanhã é o dia do meu casamento, o dia pelo qual eu há muito esperava – quando eu assinarei o testamento da minha vida por uma morte gloriosa." A hora chegou. O homem com as alabardas o precede pelas ruas. Note a serenidade no semblante do mártir! Ele vira para alguns que olham para ele e exclamam, "Eu valorizo estas correntes de ferro muito mais do que se fossem de ouro! É maravilhoso morrer por Cristo!" Existem alguns dos santos mais ousados recolhidos ao redor da estaca, e enquanto ele tira a suas vestes, antes de se colocar em frente ao fogo para receber a sua sentença, ele os diz que é algo tremendo ser um soldado de Cristo – poder dar o seu corpo para ser queimado. E ele acena com as mãos para eles e diz "Adeus," com alegre satisfação! Alguém poderia pensar que ele estava indo para o seu casamento, e não indo ser queimado. Ele fica diante do fogo. A corrente é colocada em seu meio. E depois de uma breve palavra de oração, assim que o fogo começa a ascender, ele fala com as pessoas com audácia viril. Mas ouçam! Ele canta enquanto a madeira estala e a fumaça sobe. Ele canta e quando suas partes baixas estão queimadas, ele continua cantando docemente algum Salmo antigo. "Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Por isso não temeremos, embora a terra trema e os montes afundem no coração do mar."

Imaginem outra cena. Lá está o Salvador indo para a Sua Cruz, totalmente fraco e abatido com o sofrimento. Sua alma está doente e triste com Ele. Não há Calma Divina ali. Seu coração está tão triste que Ele desmaia nas ruas. O Filho de Deus desmaia sob uma Cruz que muitos criminosos devem ter carregado. Eles O pregam na cruz. Não há nenhuma canção de louvor. Ele é erguido no ar e lá Ele permanece suspenso, preparando-se para a Sua morte. Você não ouve nenhum grito de exultação. Há uma compressão severa em Sua face, como se uma agonia indizível estivesse arrancando o Seu coração – como se mais uma vez o Getsêmani estivesse acontecendo na Cruz – como se a Sua alma ainda dissesse, "Meu Pai, se for possível, afasta de mim esta Cruz; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres" (Mateus 26.39) Ouçam! Ele fala. Ele não vai cantar as mais doces canções que já vieram dos lábios do mártir? Ah, não – é um terrível gemido de desgraça que jamais poderá ser imitado. "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" (Marcos 15.34) Os mártires não disseram que – Deus estava com eles. Antigos confessos não choraram tanto quando viram a morrer. Eles gritaram enquanto queimavam e louvaram a Deus em seu suplício. Por que isto? Por que o Salvador sofreu tanto? Por que, Amados, porque foi da vontade do Pai esmagá-lo! Esse brilho da Face de Deus que havia alegrado muitos santos a morrer foi tirado de Cristo! A consciência da aceitação com Deus, a qual havia feito muitos homens santos receberem a Cruz com alegria – não foi concedida ao nosso Redentor e, portanto, Ele sofreu em densa escuridão de agonia mental. Leia o Salmo 22 e aprenda o quanto Jesus sofreu. Pausem nas solenes palavras do 1º, 2º, 6º e seguintes versículos. Sob a Igreja estão os braços eternos. Mas sob Cristo não havia braço algum! A mão de Seu Pai colocou-se pesadamente sobre Ele. As pedras superiores e inferiores da Ira Divina O pressionaram e O esmagaram. E nem uma gota de alegria ou consolação foi concedida a Ele. "Foi da vontade de Jeová esmagá-lo e fazê-lo sofrer." Isto, meus Irmãos e Irmãs, foi o clímax da aflição do Salvador – que o Seu Pai virou-se Dele e O fez sofrer.

Assim eu expus a primeira parte do assunto – a origem do pior sofrimento de nosso Salvador, o prazer do Pai.

II. Nosso segundo tópico deve explicar o primeiro, caso contrário, seria um mistério insolúvel saber como Deus pôde fazer o Seu filho sofrer – o qual era perfeitamente Inocente – enquanto pobres falhos confessos e mártires não tiveram tal sofrimento vindo Dele no momento de suas tribulações. QUAL FOI A RAZÃO DO SOFRIMENTO DO SALVADOR? A nós é dito aqui, "o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa." Cristo foi assim perturbado porque a Sua alma foi uma oferta pelo pecado. Agora eu serei o mais simples que eu conseguir enquanto eu prego a preciosa Doutrina da Expiação de Cristo Jesus nosso Senhor. Cristo foi uma Oferta pelo pecado, no sentido de ser um Substituto. Deus queria salvar. Mas se tal palavra for permitida, a Justiça atou Suas mãos. "Eu devo ser Justo," disse Deus. "Essa é uma necessidade da Minha Natureza. Firme como o destino e rápido como a Imutabilidade é Verdade que eu devo ser Justo. Mas o Meu coração deseja perdoar – para passar pelas transgressões dos homens e perdoá-los. Como isso pode ser feito?" A sabedoria chegou e disse, "Assim deverá ser feito." E o Amor concordou com a Sabedoria. "Cristo Jesus, o Filho de Deus, deve ficar no lugar do homem e ser ofertado no Monte do Calvário no lugar do homem." Agora, notem – quando vocês veem Cristo sendo lançado na Cruz de madeira, você vê toda a companhia de Seus eleitos ali! E quando vocês veem os pregos cravados em Suas benditas mãos e seus pés, é todo o corpo da Sua Igreja que está lá, no seu Substituto, cravado na madeira! E agora os soldados levantam a Cruz e a colocam no suporte preparado para isso. Seus ossos estão, cada um deles, deslocados e Seu corpo está tão despedaçado de agonias que não se pode nem descrever! Esse homem sofrendo ali! Ali está a Igreja sofrendo no Substituto! E quando Cristo morre, você deve olhar para a Sua morte não como a Sua própria morte, mas como a morte de todos aqueles por quem Ele foi o Bode expiatório e o Substituto! É verdade, Cristo realmente morreu. É igualmente verdade que Ele não morreu por Si mesmo, mas como o Substituto, no lugar de todos os crentes. Quando vocês morrerem, vão morrer por si próprios. Quando Cristo morreu, Ele morreu por vocês, se vocês são crentes Nele! Quando vocês passem pelos portões da sepultura, vocês vão solitários e sozinhos. Vocês não são representantes de um corpo de homens – vocês passam pelos portões da morte como indivíduos – mas, lembrem, quando Cristo passou pelos sofrimentos da morte, Ele foi a Cabeça representativa de todo o Seu povo!

Entendam, então, o significado no qual Cristo foi feito Sacrifício pelo pecado. E aqui está a glória dessa questão – foi como um Substituto pelo pecado que Ele realmente e literalmente sofreu a punição pelos pecados de todos os Seus eleitos! Quando eu digo isto, eu não estou usando uma figura de linguagem ou algo do tipo, mas eu realmente quero dizer isto. O homem, pelos seus pecados, foi condenado ao fogo eterno. Quando Deus tomou Cristo para ser o Substituto, é verdade, Ele não enviou Cristo ao fogo eterno, mas derramou dor sobre Ele – uma dor tão desesperadora que foi um pagamento válido até para uma eternidade em chamas! O homem foi condenado a viver para sempre no Inferno. Deus não enviou Cristo para ficar no Inferno para sempre. Mas Ele colocou em Cristo uma punição que foi equivalente a isso. Embora Ele não tenha dado a Cristo o verdadeiro Inferno dos crentes, deu a Ele uma retribuição igual – algo que foi equivalente a isso! Ele tomou a taça da agonia de Cristo e colocou nela – sofrimento, miséria e angústia – tais que só Deus pode imaginar ou sonhar a respeito, que foram o equivalente a todo o sofrimento, toda a aflição e todas as torturas eternas de todos que devem ir ao Céu, comprados pelo sangue de Cristo! E você pergunta, "Cristo bebeu tudo isso por sua escória? Ele sofreu tanto assim?" Sim, meus Irmãos e Irmãs, Ele tomou o cálice e –

"Em um triunfante gole de amor,
Ele bebeu toda a condenação."

Ele sofreu todos os horrores do Inferno – uma saraivada de ferro caiu sobre ele com granizos maiores do que qualquer capacidade. Ele permaneceu até que a nuvem negra esvaziasse completamente. Ali estava a nossa dívida, gigante e imensa. Ele pagou até o último centavo de qualquer coisa que o Seu povo devia! E agora não há mais nenhum centavo devido à Justiça de Deus no caminho da punição de qualquer cristão! E embora nós devamos gratidão a Deus, embora devamos muito ao Seu amor – nós não devemos nada a Sua Justiça, pois Cristo, naquela hora, tomou todos os nossos pecados – passado, presente e porvir e foi punido por todos eles – não devemos jamais ser punidos porque Ele sofreu no nosso lugar! Vocês conseguem ver, agora, como foi que o Deus Pai O esmagou? Se ele não tivesse feito isso, as agonias de Cristo não poderiam ser um equivalente aos nossos sofrimentos. O Inferno consiste na ocultação da face de Deus dos pecadores e se Deus não tivesse escondido a Sua face de Cristo, Cristo não poderia – eu não vejo como Ele poderia – ter suportado qualquer sofrimento que poderia ter sido aceito como equivalente às aflições e agonias de Seu povo!

Eu acho que ouvi alguém dizer, "Você quer que nós entendamos esta Expiação que você nos pregou agora como um fato literal?" Eu digo, mais que solenemente, que sim! Existem no mundo várias teorias sobre a expiação – mas eu não consigo ver em nenhuma delas alguma Expiação, a não ser nessa Doutrina da Substituição. Muitos teólogos dizem que Cristo fez algo quando morreu, que permitiu que Deus fosse justo e ainda Justificador dos ímpios. O que foi esse algo eles não dizem para nós. Eles acreditam numa expiação feita para todos. Mas, no fim, a expiação deles é apenas isto – eles acreditam que Judas foi tão reparado quando Pedro – eles acreditam que os condenados no Inferno foram um objeto da satisfação de Jesus Cristo tanto quanto os salvos no Céu! E embora eles não digam isso com todas as palavras, eles ainda querem dizer isto – pois isto é uma inferência justa, que, no caso das multidões, Cristo morreu em vão – pois Ele morreu por todos, eles dizem. E foi tão sem efeito a Sua morte por eles, que embora Ele tenha morrido por eles, eles serão todos condenados depois! Agora, tal expiação, eu desprezo – eu rejeito! Posso ser chamado de Contra a Lei, ou Calvinista por pregar uma Expiação Limitada, mas eu prefiro acreditar numa Expiação Limitada que é eficaz para todos a quem ela foi destinada, a acreditar numa expiação universal que não é eficaz para ninguém, a não ser que a vontade do homem esteja de acordo com ela! Porque, meus Irmãos e Irmãs, se nós fôssemos salvos apenas para que através da morte de Cristo qualquer um de nós pudesse se salvar depois, a Expiação de Cristo não valeria um centavo, pois não há nenhum dentre nós que possa se salvar – não, ninguém no Evangelho! Se eu serei salvo pela fé – se essa fé for o meu próprio ato, sem a assistência do Espírito Santo, - eu serei tão incapaz de me salvar pela fé quanto de me salvar pelas boas obras! E depois de tudo, embora os homens chamem isto de Expiação Limitada, isto é tão eficaz quanto as suas redenções falaciosas e apodrecidas pretendem ser! Mas vocês conhecem o limite dela? Cristo comprou uma "multidão que homem nenhum pode contar." O seu limite é apenas esse – Ele morreu por pecadores. Qualquer um nesta congregação que se reconhece, interiormente e tristemente, como um pecador, Cristo morreu por ele! Qualquer um que deseja Cristo deve saber que Cristo morreu por ele! Nosso senso de necessidade de Cristo e nossa busca por Cristo são provas infalíveis de que Cristo morreu por nós! E notem, aqui está algo substancial – os Armínianos dizem que Cristo morreu por eles. E depois, pobres homens, eles não têm nada além de um pequeno consolo, pois eles dizem, "Ah, Cristo morreu por mim – isso não prova muita coisa. Isso apenas prova que eu serei salvo se me importar com o que serei depois. Eu posso, talvez, me esquecer de mim. Talvez eu corra para o pecado e pereça. Cristo fez um bom negócio por mim – mas não o bastante – a não ser que eu faça algo."

Mas o homem que recebe a Bíblia como ela é, diz, "Cristo morreu por mim, então a minha vida eterna está garantida! Eu sei," ele diz, "que Cristo não pode ser punido no lugar de um homem e o homem ser punido depois disso. Não," ele diz, "eu creio em um Deus justo, e se Deus é Justo, Ele não vai punir Cristo primeiro, e depois punir os homens. Não – o meu Salvador morreu e agora eu estou livre de qualquer exigência da vingança de Deus e posso caminhar por esse mundo em segurança. Nenhum raio pode me atingir, e eu posso morrer absolutamente certo de que para mim não haverá fogo nenhum do Inferno, pois Cristo, meu Resgate, sofreu em meu lugar, e, portanto, eu estou liberto!" Oh, Doutrina Gloriosa! Eu gostaria de morrer pregando isso! Que melhor testemunho podemos carregar com o amor e a fidelidade de Deus, do que o testemunho de um Substituto eminentemente satisfatório para todos os que creem em Cristo? Eu vou citar aqui o testemunho desse profundo teólogo, Dr. John Owen – "A Redenção é o livramento de um homem da miséria através da intervenção de um libertador. Agora, quando um libertador é pago para salvar um prisioneiro, a justiça não demanda que ele deve ter e aproveitar a liberdade comprada por ele com uma consideração valiosa? Se eu pudesse pagar mil libras pela liberdade de um homem da escravidão para aquele que o detém – quem tem o poder de libertá-lo e está contente com o preço que eu dei – não seria injusto para mim e para o pobre prisioneiro que a sua libertação não fosse concretizada? Pode, possivelmente, ser concebida a ideia de que existisse uma redenção aos homens, e os homens não fossem redimidos? Que um preço fosse pago e a compra não fosse consumada? Além disso tudo, ainda haveria verdadeiros e inumeráveis absurdos, se a redenção universal fosse aceita. Um preço é pago por todos, porém apenas alguns são libertos. A redenção de todos consumada, e ainda assim só alguns são redimidos? O juiz satisfeito, o carcereiro dominado, e os prisioneiros ainda na prisão? Sem dúvida, 'redenção' e 'universal', onde grande parte dos homens perece, são tão irreconciliáveis quanto 'Romano' e 'Católico.' Se há uma redenção universal, então todos os homens estão redimidos! Se eles estão redimidos, então eles estão livres de toda a miséria, virtual ou realmente, onde quer que tenham sido aprisionados, e isso pela intervenção de um libertador. Por que, então, não são todos salvos? Em uma palavra – a redenção feita por Cristo, sendo a libertação completa das pessoas de toda a miséria, em que foram enlaçadas, pelo preço do Seu sangue – não pode ser concebida como universal, a não ser que todos sejam salvos! Então a opinião dos Universalistas não serve para a redenção."

Eu paro mais uma vez, pois eu ouço uma alma tímida dizer – "Mas, Senhor, eu tenho medo de não ser um eleito e, se assim for, Cristo não morreu por mim." Pare, Senhor! Você é um pecador? Você sente isso? O Espírito Santo de Deus fez você se sentir um pecador perdido? Você precisa da salvação? Se você não precisa dela, não há dúvidas de que ela não foi prometida para você. Mas se você realmente sente que precisa dela, você é eleito de Deus! Se você tem o desejo de ser salvo, um desejo dado a você através do Espírito Santo, esse desejo é um sinal para o bem. Se você tem orado verdadeiramente pela salvação, você tem aí uma clara evidência de que você é salvo! Cristo foi punido por você. E se você sabe disso, você pode dizer –

"Nada em minhas mãos eu trago
Simplesmente à Tua Cruz eu me apego"

Você deve ter tanta certeza de que é eleito de Deus quanto tem de sua própria existência! Esta é a prova Infalível da Eleição – um senso de necessidade e uma sede de Cristo!

III. E agora eu tenho apenas que concluir considerando os BENDITOS EFEITOS da morte do Salvador. Nisto eu serei breve.

O primeiro efeito da morte do Salvador é, "ele verá sua descendência." Os homens serão salvos por Cristo. Os homens têm uma descendência pela vida. Cristo tem uma descendência pela morte! Homens morrem e deixam seus filhos e não veem a sua descendência. Cristo vive e todos os dias vê a sua descendência posta na unidade da fé! Um efeito da morte de Cristo é a salvação de multidões. Notem – não é uma salvação de chance. Quando Cristo morreu, o anjo não disse, como alguns o tem representado, "Agora pela Sua morte, muitos deverão ser salvos." A palavra da profecia extinguiu todos os "mas" e "talvez". "Pela Sua justiça, muitos serão justificados." Não havia nem um átomo de chance na morte do Salvador! Cristo sabia o que estava comprando quando morreu – e o que Ele comprou, Ele terá – nada mais, nada menos! Não efeito na morte de Cristo propensa a um "talvez". O "será" fez logo a Aliança! A morte sangrenta de Cristo irá efetuar o seu propósito solene. Cada herdeiro da Graça Divina irá encontrar no Trono –

"Irá bendizer as maravilhas de Sua Graça,
E tornar as Suas glórias conhecidas."

O segundo efeito da morte de Cristo é, "Ele prolongará seus dias." Sim, bendito seja o Seu nome, quando Ele morreu, Ele não acabou com a Sua vida! Ele não poderia ser como um prisioneiro no túmulo. O terceiro dia chegou e o Conquistador, levantando de Seu sono, desatou os grilhões da morte e saiu de Sua prisão, para não mais morrer.  Ele esperou os Seus 40 dias e depois com hinos sagrados, Ele "levou cativo o cativeiro e subiu ao alto." "Pois, quanto a ter morrido, morreu de uma vez para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus," (Romanos 6.10) para não mais morrer –

"Agora ao lado de Seu Pai Ele assenta,
E ali triunfante reina,"

O vencedor sobre a morte e o Inferno!

E, por fim, pela morte de Cristo o prazer do Pai foi efetuado e próspero. O prazer de Deus é que este mundo será um dia totalmente redimido do pecado. O prazer de Deus é que este pobre planeta, há tanto tempo mergulhado em escuridão, irá em breve brilhar como um sol nascente. A morte de Cristo fez isso! O ribeiro que fluiu ao Seu lado no Calvário limpará o mundo de toda a sua escuridão. Essa hora de escuridão no meio do dia foi o nascer de um novo sol de justiça que nunca cessará de brilhar sobre a Terra. Sim, está chegando a hora em que espadas e lanças serão coisas esquecidas – quando as armaduras da guerra e o esplendor da pompa serão todos deixados de lado para alimentar as minhocas ou para contemplação dos curiosos. É próxima a hora em que a antiga Roma tremerá sobre suas sete colinas! Quando o emblema de Maomé não mais será reduzido à cera – quando todos os deuses dos pagãos perderão os seus tronos e serão atirados às toupeiras e aos morcegos! E depois, do Equador aos Polos, Cristo será honrado, o Senhor supremo da Terra, de terra a terra, do rio até o fim do mundo! Um Rei irá reinar, um grito será levantado, "Aleluia, aleluia, o Senhor Deus Onipotente reina!" Então, meus Irmãos e Irmãs, será visto o que a morte de Cristo realizou, pois "a vontade do Senhor prosperará em sua mão." Amém. Amém. Amém.

QUE O ESPÍRITO SANTO USE ESTE SERMÃO
PARA TRAZER MUITOS A UM CONHECIMENTO SALVADOR DE JESUS CRISTO.

tradução: Maria Eduarda Lyra

Márcio Melânia
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"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
 (2 Coríntios 13 : 11)

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Unesco condena assassinato de jornalista brasileiro

Unesco condena assassinato de jornalista brasileiro e pede apoio à liberdade de expressão no Brasil

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova, condenou hoje (18) o assassinato do radialista e jornalista Luciano Leitão Pedrosa, de 46 anos. Para Bukova, é fundamental que o governo do Brasil dê
garantias do exercício da liberdade de imprensa e de expressão no país. As informações são das Nações Unidas e da Unesco.
Pedrosa foi morto no último dia 10, depois de fazer uma série de reportagens sobre grupos de extermínio em Pernambuco e criticar a ação das autoridades locais. As reportagens de Pedrosa foram ao ar no programa Ação e Cidadania, transmitido pela TV Vitória e pela Rádio Metropolitana FM. Para Bukova, a liberdade de imprensa deve ser garantida a todos os profissionais.
"Os jornalistas devem ser livres para trabalhar sem medo. O debate público está no cerne da governabilidade democrática. O assassinato de Luciano Leitão Pedrosa é um ataque direto a este debate e contra o direito humano fundamental da liberdade de expressão. Eu condeno este assassinato e os responsáveis não devem ficar impunes", disse Bukova.
De acordo com a organização não governamental Comitê de Proteção aos Jornalistas, Pedrosa foi baleado em um restaurante de Vitória de Santo Antão, no sertão de Pernambuco. Nos últimos meses, o jornalista se queixava de estar recebendo ameaças.
Bukova lembrou que ataques a jornalistas no Brasil são relativamente frequentes. A diretora-geral recordou de um tiroteio, em março, contra o jornalista Ricardo Gama, no Rio de Janeiro. O autor dos disparos, segundo ela, não foi identificado.
A diretora-geral da Unesco lamentou também o assassinato do repórter de televisão do Iraque Taha Hameed. O profissional iraquiano foi morto enquanto dirigia um carro no qual estavam também ativistas de direitos humanos no Iraque, no último dia 8. O carros deles foi alvo de tiros em Bagdá, capital iraquiana. De acordo com o Instituto Internacional de Imprensa, Hameed é o quinto jornalista a ser morto no Iraque apenas este ano.
 
Fonte

matriarca da família Ferrer faleceu

PERSONALIDADE

Morre Áurea Ferrer, viúva de um dos fundadores da Pitú

Aos 105 anos, matriarca da família Ferrer faleceu no Hospital Esperança

Morreu ontem pela manhã, dona Áurea Ferrer de Moraes, aos 105 anos, no Hospital Esperança, em consequência de problemas respiratórios, depois de um mês de internação. Ela foi casada com um dos fundadores da Pitú, Severino Ferrer de Moraes, já falecido. Os outros fundadores da empresa foram Joel Cândido Carneiro e o irmão de Severino, José Ferrer de Moraes, também falecidos. Os atuais diretores da empresa, Maria das Vitórias Cavalcanti e Alexandre Ferrer, são netos de Áurea.
O velório ocorreu hoje à tarde no cemitério de Vitória de Santo Antão, a 50 km do Recife. Fundada há 73 anos na cidade de Vitória de Santo Antão, a Pitú ocupou o ranking de 16º destilado mais consumido do mundo, segundo o relatório Top 100 Spirits, publicado pela Impact International, em 2009.
A marca Pitú é uma das mais fortes de Pernambuco e virou sinônimo de cachaça de boa qualidade. Desde a década de 70, os diretores da empresa desenvolvem iniciativas para divulgar a Pitú no mercado internacional.

 
Fonte

Adoção, Animais abandonados à espera de um lar.

Grande Recife // adoção


Animais abandonados à espera de um lar

Vanessa Silva
Do NE10
Se uma das grandes dificuldades para que crianças órfãs ou abandonadas sejam adotadas é a preferência de muitos candidatos a pais por determinada cor de pele ou idade, para adotar um animal de estimação essa situação só piora. Como a maioria dos cães e gatos abandonados é proveniente das ruas - e aí é muito difícil que sua raça seja pura - as pessoas constantemente os descartam porque já chegam ao canil imbuídos de preferências, muitas vezes até preconceituosas.

"Existe muito preconceito com relação às fêmeas, por exemplo, basicamente por causa da menstruação. Muitos não sabem que, havendo a castração do animal, esse sangramento mensal será sanado e aí passam a excluí-las de suas opções de adoção", conta o fundador da ONG Pet-PE, Jayme Medeiros. A Pet-PE fica localizada na beira-mar de Candeias, Jaboatão dos Guararapes, e abriga hoje cerca de 50 cães para adoção (que é a quantidade máxima permitida por lei).

Ao chegar no local, os interessados em ter um animalzinho perguntam logo pelos filhotes. Em seguida querem saber a raça e aí, quando as especificações não correspondem às suas expectativas, arranjam uma desculpa qualquer e vão embora de mãos vazias. De acordo com Medeiros, a ONG realiza cerca de 20 adoções por mês.

Por ser um local de receptação de animais, Medeiros e os outros voluntários da Pet-PE se deparam constantemente com as mais diversas situações de abandono."Tem gente que chega aqui para deixar cachorros com cerca de 14 anos, ou seja, que passaram a vida inteira ao lado da família. Eles são descartados simplesmente porque a família enjoou ou porque agora pretendem comprar um filhote. É impressionante o desapego", relata o fundador. No caso dos animais idosos, a situação torna-se ainda mais complicada. Por causa dos problemas de saúde característicos da idade, eles necessitam de um atendimento diferenciado. Os acolhidos na Pet-PE, por exemplo, recebem todos os dias um comprimido para as articulações, além de vitaminas específicas para a idade. "O custo que temos é ainda maior com esses animais. Por isso eu chego a desconfiar quando uma pessoa chega aqui querendo adotá-los, a tendência é que eles terminem seus dias aqui mesmo". Atualmente a ONG tem cerca de seis cachorros com mais de 8 anos.

Para adotar um dos cães que estão no canil da PET-PE é necessário assinar um termo de compromisso, comprovar situação de moradia e condições de acolhimento. Casos de recém-casados e famílias com crianças menores de dez anos que pretendem adotar cachorros são acompanhados mais de perto, já que normalmente esse público acaba devolvendo o bicho ao canil. Em alguns momentos, nos casos mais gerais, é promovida uma investigação prévia e um acompanhamento posterior. O candidato à adoção pode, ainda, levar o animal sem compromisso, para fazer um teste de adaptação. "Ele fica com o animal por, no máximo, dois dias e aí nós avaliamos como foi a receptividade de ambos", explica Jayme.

A ONG tem ainda um site onde os interessados podem conhecer os cães aptos para adoção. A visitação acontece todos os dias, das 10h às 16h. Outra opção para adotar animais é o Centro de Vigilância Animal (CVA), da Prefeitura do Recife. Lá, os animais sadios que são retirados das ruas permanecem por até três dias à espera de alguém que os acolha.

Serviço
Ong PET-PÈ

Para informações ou doações: Jaime Medeiros: (81) 3478 8080 / 8898 8080
Centro de Vigilância Ambiental (CVA)
Av. Antônio da Costa Azevedo, 1135. Peixinhos - Olinda (Vizinho ao Nascedouro de Peixinhos)
Telefones: 33557704 / 33557705

fonte

O BATISMO CRISTÃO E SUAS DIFERENTES ABORDAGENS DOUTRINÁRIAS

O BATISMO CRISTÃO



Batismo é o rito de ingresso na Igreja de Jesus Cristo. Esta é uma definição simples e que os evangélicos, em sua maioria, concordam.

Calvino definiu o batismo da seguinte forma: "É O sinal visível da graça invisível".  De graça invisível entenda-se a operação interior do Espírito Santo, quanto ao sinal visível obviamente é a aplicação simbólica e externa do que aconteceu no interior da pessoa.

Esse Sacramento tem dado margem, quanto à sua interpretação, a calorosas discussões teológicas. As divergências aparecem basicamente em duas direções:

1- Quanto ao Modo de aplicar o Batismo;
2- A Quem aplicar o Batismo.

1- MODOS DE APLICAÇÃO DO BATISMO

Existem três formas de se aplicar o batismo: a) Imersão; b) Aspersão; c) Efusão.

A igreja Presbiteriana do Brasil, sendo uma igreja confessional, não tem se furtado em assumir suas posições teológicas. Quanto ao modo de aplicação do batismo pratica somente a Aspersão mas aceita como forma também válida a Imersão, não fazendo nenhum tipo de restrição para receber alguém que tenha sido batizado por Imersão como membro da IPB.

 

CONTROVÉRSIAS QUANTO À FORMA DE BATISMO

Não existe nenhuma prova clara e irrefutável na palavra de Deus que defenda esta ou aquela forma de batismo. Na ratificação do Sacramento do Batismo (Mt 28:19), não está determinada a forma de aplicação, nem mesmo de forma implícita, como querem os imersionistas.

Algumas pessoas têm defendido "com unhas e dentes" o batismo por imersão, dizendo ser esta a única forma "bíblica" de aplicação do sacramento, baseando-se em alguns pressupostos que passaremos a demonstrar:

a)  TESE DA LINGUÍSTICA: Afirmam que no grego a palavra batismo "Bapto e Baptizo", significam exclusivamente Imergir. Vale salientar que estes verbos, no grego, não eram usados com sentido religioso, além disso, o grego que geralmente é utilizado para tal argumentação  - o Grego Clássico -, não foi o grego usado para escrever a bíblia e sim o grego popular, conhecido como Koinê. ANTÍTESE: Em Hb 9:10 conforme Hb 6:2, é usado o mesmo termo para denotar as Abluções do ritualismo judaico. Em Lc 11:38 onde também aparece o termo, mostra claramente que ele nem sempre significa imergir. Como os Judeus faziam tal batismo? (Mc 7:4).

b) A TESE DA SUPOSTA IMERSÃO JOANINA: O fato de "entrar ou sair da água" (Mt 3:16) leva os imersionistas a concluírem que houve imersão. Tudo na base da dedução. ANTÍTESE: Não se pode desprezar o fato de que a Lei e os Profetas duraram até João (Mt 11:13), quando todos os ritos mosaicos eram feitos pela Aspersão (Nm 8:7, 19:13 e 18; Hb 9:19; Ez 36:25). Concluímos, portanto, que João não conhecia a imersão, e se por acaso a utilizasse não seria aceito.

ALGUMAS JUSTIFICATIVAS PRESBITERIANAS PARA O BATISMO POR ASPERSÃO


a) O Espírito Santo foi derramado quando do Batismo da Igreja (At 2:17, 18:32,33; Tito 3:5). João Batista afirmou que o Messias "batizará com o Espírito"(Mc 1:8). A promessa se cumpre em Atos 2:3, mas não houve Imersão, o Espírito foi derramado. Não somos batizados no Espírito, mas pelo Espírito;

b) O batismo de Paulo definitivamente não foi por imersão (At 9:18,22,16);

c) As abluções traduzidas por batismo (Hb 9:10) referem-se às aspersões do cerimonialismo judaico, onde as águas das purificações eram aspergidas sobre o contaminado (Hb 9:19-22). Se o batismo é sinal da Nova Aliança, concretizada com o derramamento do sangue de Jesus, deverá ser como o foi na Velha Aliança: por Aspersão (Hb 8:6);

d) No batismo pelo mar e pela nuvem (1 Cor 10:1-2)  cabe imersão?;

e) Os três mil batizados (At 2:41).

f) O batismo do carcereiro de Filipos (At 16:32-34). haveria um rio ali?

g) O batismo de Cornélio (At 10:22,47). Podemos enxergar aqui possibilidade de imersão?;

h) O batismo dos discípulos de João (At 19:5).


2- A QUEM APLICAR O BATISMO?

Com certeza começa aqui um dos pontos mais polêmicos do nosso estudo. Absurdo para uns, bênção de Deus para outros. Rogamos a Deus que nos oriente. Queremos ainda chamar a sua atenção para fixar os olhos e pensamentos única e exclusivamente nas Escrituras Sagradas, única fonte que podemos tomar como referencial de nossos pensamentos doutrinários.

Antes de qualquer coisa, devemos nos familiarizar com alguns termos peculiares ao estudo do Sacramento do Batismo:

a) Pedobatistas - Que batizam crianças;

b) Anti-Pedobatistas - Que são contra batismo de crianças;

Definidos alguns termos, agora perguntamos: A quem deve ser administrado o Batismo?

A nossa resposta é:

a) Aos adultos (entenda-se os legalmente capazes de professar fé);

b) E às crianças, filhas de pais crentes ou a todos quantos estiverem sob sua tutela.

Quanto à primeira parte da resposta (aos adultos capazes de professar fé), não existe nenhum problema;  todos os evangélicos concordam,  mas é sobre a segunda parte da resposta (as crianças) que nos deteremos, por motivos óbvios.

Em primeiro lugar, queremos desmistificar o seguinte: O batismo de crianças, administrado pelos Pedobatistas Protestantes, onde está incluída a IPB, é totalmente diferente do batismo de crianças administrado pela Igreja Católica Romana. A igreja Católica Apostólica Romana acredita que o batismo tem efeito regenerador, isto é, acredita na Regeneração Batismal, daí a expressão "morreu pagão", quando uma criança morre sem ter recebido o batismo. Já as igrejas protestantes pedobatistas  são, categoricamente, contra esse ensinamento, pois o Batismo não tem, por si só, poder de regenerar.


É possível provar biblicamente que filhos de crentes devem ser batizados?

Sim.  Na velha dispensação Deus fez um pacto com o Abraão (circuncisão) e, neste pacto, os seus filhos deveriam ser incluídos, passando a gozar de todos os seus benefícios (Gn 17:9-14). Não somente os filhos deveriam ser incluídos mas, também, todo aquele que estivesse sob sua tutela e responsabilidade. Na velha dispensação as crianças eram aceitas e faziam parte do povo de Deus (Gn 12:1-3; Gn 17; Dt 29:10-1 3).

Queremos chamar sua atenção para o fato de que no Novo Testamento ou nova dispensação, o direito de pertencer à Igreja, ao povo de Deus, foi confirmado às crianças. Vejamos o que Pedro diz aos pais crentes da Igreja Primitiva (At 2:39-41). O apóstolo Paulo confirma nosso pensamento acima em 1 Cor 7:14, onde conta os filhos (de qualquer idade) como membros da Igreja de Cristo. Vejamos o que Paulo chama de santo, na maioria das vezes (1 Cor 1:2; Ef 1:1; Col 1:2).

Existem provas Bíblicas que a Circuncisão tenha sido substituída pelo batismo?

Isso se evidencia pelo fato de Paulo denominar o batismo cristão de "circuncisão de Cristo" (Col 2:11,12), sem contar que essa substituição é patente, porque esses ritos têm o mesmo significado: a entrada no povo de Deus ou na igreja visível de Deus (Gn. 17; At. 2:41).

Existem também muitas provas históricas de que o Cristianismo Primitivo batizava crianças, como por exemplo, Justino Mártir, que escrevendo por volta do ano 150, faz menção de pessoas de sessenta e sete anos de idade que haviam sido batizadas na infância. Esses batismos de crianças foram realizados antes do ano 100, e, portanto, dentro da Era Apostólica. Origens por volta do ano 230 refere-se a batismo de criança. E mais, o Pedobatismo era comum no Cristianismo Primitivo, pois existem registros do Concílio de Cartago, do ano 252, de que foi feita uma consulta aos conciliares, no que diz respeito ao batismo de crianças com menos de oito dias de nascida.

Em todos os pactos que Deus fez com o Seu povo, os pais sempre como legítimos representantes dos filhos (Rm. 5:19; Gn. 9:8,9; 17:7; At. 2:39).

TENTATIVAS DE REFUTAÇÃO AO PEDOBATISMO

Uma refutação muito usada é que não existe na bíblia mandamento para batizar crianças. Defesa: Lembramos que também não existe para guardar o Domingo e para administrar Santa Ceia às mulheres.

Outra refutação é que a exigência bíblica para receber o batismo é a , não podendo uma criança exercer fé, logo, não poderá receber este sacramento. Este argumento é baseado, geralmente no texto de Marcos 16:16: "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado". Defesa: Por esta mesma argumentação devemos concluir que todas as crianças, que não podem exercer  fé, isto é, crer, estão condenadas? O que acontece se aplicarmos este mesmo tipo de interpretação absurda ao texto de II Ts 3:10? "Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma". Por esta interpretação grotesca equivaleria dizer o seguinte: Se a criança não trabalha, ou não quer trabalhar, também não deve comer, não deve ser alimentada. Isto é tão absurdo quanto pode ser ademais o texto de Marcos está dizendo que quem não crer será condenado e não que a fé é condição para o batismo. Esta interpretação não tem sustentação em si mesma.

Existe ainda outra refutação hilária: O que garante que a criança batizada na infância seguirá a Cristo quando adulta? Defesa: O que garante que os adultos batizados seguirão sempre a Cristo? Quantas pessoas que conhecemos foram batizadas já adultas e hoje estão completamente afastadas de Cristo e do evangelho?

Diante disso, cremos que as crianças, filhas  ou tuteladas por  crentes, não somente podem como devem receber o batismo.

"Fazer parte da Igreja visível não significa ser salvo, obrigatoriamente. São salvos os que estão na Igreja invisível, os Eleitos. Muitos israelitas não se salvaram, apesar de terem recebido o Sacramento da Circuncisão. Assim também,  muitos cristãos não se salvarão, mesmo que tenham recebido o batismo,  na infância ou quando adultos. O batismo não salva, mas inclui no Pacto, no povo de Deus, tanto quanto o fazia a Circuncisão".

Márcio Melânia
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"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
 (2 Coríntios 13 : 11)

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Polícia já tem pistas de homem que matou apresentador de TV





Polícia já tem pistas de homem que matou apresentador de TV em Vitória

por José Sebastian

Após a apresentação do suspeito de ter ajudado na fuga do assassino do radialista e apresentador de TV Luciano Pedrosa, na manhã desta quarta-feira (13), em Vitória de Santo Antão, a polícia informou já ter indícios de quem tenha sido o autor dos disparos.
O mototaxista Cláudio Pereira da Silva, de 31 anos, foi preso na tarde dessa terça-feira, após o retrato falado do suspeito ter sido divulgado. Ele nega qualquer envolvimento no crime, mas os delegados Maria Betânia Tavares e Alfredo Jorge, que estão à frente do caso, afirmam que ele foi reconhecido pela testemunha que ajudou na elaboração do retrato falado.





De acordo com os investigadores, que conseguiram chegar a ele através do retrato falado, os álibis que ele apresentou não se sustentam. Os policiais continuam na busca pelo outro homem, que fez os disparos contra a vítima.
"Ele forneceu alguns álibis que já foram derrubados e inclusive pessoas que ele apontou já prestaram depoimento e desmentiram o que ele tinha alegado. As diligências estão em curso e praticamente a gente já sabe quem é a pessoa que atirou, temos apenas que qualificar e identificar para poder pedir a prisão", diz o delegado Alfredo Jorge, designado pelo DHPP para assumir a titularidade do inquérito.

Cláudio Pereira da Silva foi preso no Centro da Vitória de Santo Antão, na noite de segunda-feira (11), mesmo dia em que foi divulgado o retrato-falado. Ele é acusado pela polícia de pilotar a moto que ajudou na fuga do homem que atirou no apresentado.

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