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Sueliton Foi parar na Espanha

Sueliton sonhava com o Recife. Foi parar na Espanha

Lateral-direito teve de seguir outros rumos e hoje joga no Rayo Vallecano(Foto: Divulgação)

Nascido e criado em Vitória de Santo Antão, o lateral-direito Sueliton sonhava em jogar o Campeonato Brasileiro da Série A e a Copa do Brasil por um time da capital de Pernambuco, fosse Sport, Náutico ou Santa Cruz. Ainda não realizou o desejo, mas já foi mais longe. Rodou por clubes do interior do Estado até ter uma passagem vitoriosa pelo ABC-RN, sendo campeão brasileiro da Série C em 2010. No ano seguinte se destacou no Campeonato Gaúcho, pelo modesto São José, e carimbou o passaporte para a Espanha. Foi defender o Rayo Vallecano na Primeira Divisão da Espanha, a partir de junho de 2011, com contrato até 2013. Em entrevista ao Blog do Torcedor/NE10, Sueliton revela as dificuldades de sua primeira temporada, diz que tem ouvido conselhos de Daniel Alves, "o melhor lateral do mundo e nordestino como eu", e fala que não foi para o Náutico em 2010 porque não queria ficar no time B, que disputava o Campeonato do Nordeste.

» Saiba mais sobre os três pernambucanos na Primeira Divisão da Espanha


Apesar de ter sido eleito melhor lateral-direito do Pernambucano em 2010 pelo Vitória, não foi aproveitado pelos times da capital (Foto: Internet)

Ficha do jogador

Nome: Sueliton Pereira de Aguiar
Posição: Lateral-direito
Data de nascimento: 19-08-1986 (25 anos)
Local de nascimento: Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil.
Clube: Rayo Vallecano
Clubes anteriores: Vera Cruz-PE, Porto-PE, Pesqueira-PE, Sete de Setembro-PE, Vitória-PE, ABC-RN, São José-RS.

Entrevista com Sueliton

Quanto exatamente durou a sua passagem no futebol pernambucano?

Iniciei na base do Vera Cruz, joguei a segunda divisão do Pernambucano com 17 anos. Depois fui para o Porto, passei quatro anos, até os 22. Joguei mais uma Série A2, no Pesqueira, emprestado. Joguei no Sete de Setembro de Garanhuns. De lá fui para o Vitória de Santo Antão em 2010. Fiz um bom campeonato e fui para o ABC, onde fui campeão brasileiro na Série C. E de lá fomos para o São José no Rio Grande do Sul. Fomos bem no campeonato estadual e especulados pelo Grêmio. Eu e meu empresário decidimos vir para cá para Vallecas [cidade do Rayo Vallecano]. Para mim pesou mais a família. Quis vir para cá e ter uma estabilidade melhor.


Sueliton foi destaque em sua posição no Gauchão 2011 pelo São José

Você teve proposta para algum time grande de Pernambuco antes de ir para o ABC?

Eu tive opção de ir para o Salgueiro e para o Náutico. Mas eu tinha um contrato com o Vitória, o vinculo era complicado. Não entrei em acordo para ficar em Pernambuco, esperei um pouco e fui para o ABC. Depois escolhi o São José porque queria um campeonato mais duro para me desenvolver e com mais visibilidade. Foi ali que as coisas aconteceram bem. É um time que não é muito grande, mas tem um nome respeitado. Ficamos na seleção do Campeonato Gaúcho. Meu empresário, César Botega [o mesmo de Douglas Costa, do Shakhtar Donetsk] foi para um jogo com o representante do Rayo e firmou dois anos de contrato. Vamos ver se a gente fica aqui ou volta para o Brasil. No início, a gente quer ficar e jogar. 

Você ainda quer no Sport, no Náutico, no Santa Cruz?

Tenho vontade de jogar um dia numa equipe em Pernambuco, é um sonho jogar no time da terra.

Você praticamente não jogou no ano todo. A que se deve isso?

Eu só joguei uma partida na Copa do Rey. Fiquei fora da pré-temporada por questão de documentação. O titular assumiu e tomou conta da posição. Eu fui para o banco em diversos jogos. Mas o primeiro ano é assim, como todos os brasileiros que eu conheci aqui me dizem. É complicado para um lateral brasileiro, ofensivo, se adaptar ao futebol espanhol. Diferente demais. Saí do Brasil como ala e tive que virar um zagueiro. Tem que marcar muito. Marcelo e Daniel Alves, quando chegaram, também não jogaram direto. Eu tive uma conversa com Daniel Alves depois do jogo com o Barcelona no primeiro turno, a gente trocou a camisa.

Que tipo de conversa vocês tiveram?

Daniel me passou uma mensagem muito importante. Ele esteve no Sevilla, chegou aqui e, no primeiro ano, não teve tantas oportunidades. Jogava Copa do Rey. Isso, quando o melhor do mundo fala para você, você tem que trabalhar e aceitar que é isso mesmo. O que mais ele fez aqui foi nunca baixar a guarda e trabalhar, trabalhar. A gente que chega aqui tem que aprender muito até pela questão de marcação. Até Marcelo é muito questionado aqui, porque é muito ala, por isso coentrão está jogando muito de titular. Daniel é um exemplo de vida, também por ser nordestino. Para mim, ele é o melhor lateral-direito do mundo. Eu achei engraçado quando ele me falou de alguns jogadores que já colocaram-no na reserva, como Índio, lateral que tinha no Petrolina e jogou em outros clubes na frente dele.

O estilo de jogo está sendo uma dificuldade em sua adaptação?

Eu, quando cheguei aqui, achavam que eu era "banda", o jogador que fica na ponta no 4-3-3. Aqui, lateral é zagueiro e, quando vai, tem que voltar. É muito diferente do Brasil. No Brasil, lateral é um ala e tem a cobertura. Aqui na Espanha o único ala mesmo é o Daniel Alves. Na Europa têm muitos laterais que não têm nível técnico igual aos laterais do Brasil, mas taticamente são muito rígidos com eles mesmos. Aqui, a gente chega do Brasil pecando e um pouco carente na questão de marcação e a gente tem que trombar mais e ganhar peso. Já evoluí muito nessa parte física e de marcação. A gente vem se encaixando mais e eu creio que, a cada dia, a gente se aperfeiçoa mais nessa posição. A gente também foca muito na parte física. Temos o hábito de todos os dias de treinos passar 45 minutos antes na academia. Também tem piscina, banho, massagem. A preparação física é muito boa. Jogadores com 36 ou 37 anos e estão bem, treinam todos os dias, não reclamam.

Você confia que pode se firmar na próxima temporada? É a sua meta?

Sim, quero ser titular e me destacar no Rayo. Pensar sempre no clube que estamos, para depois virem os objetivos maiores. Meu objetivo é poder jogar e estar bem tecnicamente e taticamente. Só de estar no Rayo é um sonho realizado, é uma equipe que tem muita estrutura, tá dando todo respaldo para a gente. Lógico que os sonhos que a gente imagina é estar no primeiro plano. Quanto mais alto o lugar, melhor. Acredito que as coisas na Europa estão só começando, tão melhorando a cada dia. De repente, a gente até volta para o Brasil, ou não. Tivemos algumas propostas. Mas eu acho cedo para voltar. Eu quero ficar na Europa, passar mais tempo aqui, jogar aqui, realizar meus sonhos e poder voltar um dia. Quem sabe voltar a Pernambuco. Meu sonho também é jogar o Campeonato Brasileiro Série A, é um campeonato que passa muito aqui, os gols, os melhores momentos, o Santos, por conta de Neymar e Ganso. Além do Espanhol, do Inglês e do Italiano, é o quarto mais falado na Europa.


"Acredito que as coisas na Europa estão só começando", diz Sueliton (segundo da esquerda para a direita). (Foto: Divulgação)

O Rayo Vallecano ainda não garantiu matematicamente a fuga do rebaixamento, mas está muito próximo. Como é o momento do clube?

O Rayo subiu esse ano junto com o Betis. Fazia tempo que tava fora da Primeira Divisão. A intenção é permanecer. Depois, no próximo ano, é que é para pensar numa Uefa [Europa League] ou algo mais. Hoje o Rayo está numa situação boa. O pessoal está satisfeito. Aqui tem um brasileiro, Diego Costa, que tá emprestado pelo Atlético Madrid ao nosso time, ele é atacante. Ele vem sendo um jogador cogitado por várias equipes. Outro jogador que tá muito bem é o Michu, meia-atacante, que vem sendo cogitado para ir para a seleção. 

Você acompanha o futebol pernambucano? Como?

Eu me informo do Pernambucano no Twitter, no Facebook. A gente já segue o Blog do Torcedor, o que é de futebol a gente tá olhando aqui. A gente conversa com alguns jogadores que tão aí. Um amigo meu é Cascata e o outro é Rogério, jogou comigo em Pesqueira. A gente conversou muito ele com o Porfírio para levar ele ao Porto. É um profisional incrível e vai ajudar o Náutico a fazer uma grande Série A neste ano quando voltar. Tenho também amizade com Gideão e Rodrigo, goleiros do Náutico. 

Você tem convicção de que poderia ter sido aproveitado pelos grandes de Pernambuco? 

Eu creio que a gente poderia ser mais aproveitado, sim, depois do campeonato que a gente fez com o Vitória [2010]. Eu tive para fechar com o Náutico e não fechei. Não gostei de chegar num clube e ouvir que, no início, não ia ficar num grupo A, porque queriam me ver no grupo da Copa do Nordeste. Seria também um sonho jogar no Pernambucano por um clube grande. Optei ir para o ABC, foi muito bom, só fiz evoluir na minha vida. A gente segue querendo poder jogar um dia aí. Quero registrar o apoio que eu tive do Edson Miolo, quando eu atuava ainda em Pernambuco, é um cara inteligente e que vai crescer muito no futebol.


No ABC, Sueliton começou a dar guinada positiva em sua carreira (Foto: Internet)

Você já foi mais longe do que sonhava quando começou a treinar lá no Vera Cruz?

Pelo bom campeonato em 2010, eu tinha o sonho de jogar num time da capital no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil, mas não aconteceu e as coisas tiveram que mudar. É como acontece na vida de tantos jogadores que estão jogando a Champions [Liga dos Campeões da Europa] e ninguém conhece no Brasil. Isso pode acontecer. A gente vir a jogar e ter mais chances em outros lugares. Meu sonho agora é pegar um mês de férias e dar uma desopilada, já que não tenho férias há uns dois anos, e depois voltar, fazer boa pré-temporada e jogar. Espero ir muito bem na próxima temporada.

Como tem levado a sua vida pessoal?

Saudade a gente sempre fica, mas para mim já me acostumei um pouco. Desde os 17 anos já saí de casa, mesmo no Brasil a gente sempre ficava meio distante. A gente já trouxe pai e mãe e irmão para conhecer e, daqui a pouco, voltamos para as férias. Também tenho um irmão, o Alex Aguiar que está no Noroeste de Bauru-SP. Ele poderia estar no meu lugar pois joga até melhor que eu. Ele é lateral-esquerdo e jogou no Santa Cruz em 2010.



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