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PARA QUEM GOSTA DE RECORDAR COM A PROFESSORA DILSA MARIA FARIAS LOPES

Lá pelo final da década de cinquenta, Gravatá se encontrava naquele marasmo típico de cidade de interior, muitas vezes seu nome nem era encontrado em alguns mapas... Eis que chega em nossa cidade um jovem que mudaria a história do nosso povo no mais importante segmento humano: o setor educacional.

Vestindo um terno chumbo, com um porte elegante e gentil, atravessa a Rua João Pessoa e se dirige a única hospedaria de nossa cidade, o Hotel Hidelbrando!
José Luiz de Mendonça, oriundo da Mata Norte de Pernambuco, tornou-se o Diretor que passou mais tempo dirigindo um educandário, afinal, foram vinte e cinco anos!
Seu José Luiz (como era afetivamente chamado), conquista a todos com a sua competência. Tornou-se uma pessoa tão querida e de tanta credibilidade que mais tarde  o povo retribui com gratidão, elegendo-o vereador. Um dos mais votados. Vereador numa época em que não eram renumerados pelo cargo o que valia era a voz e o prestígio! Algo que ele fez uso constantemente para trazer à Escola diversos benefícios.

Os coadjuvantes da cena
Logo o querido Diretor se muda para as dependências da Escola e além de diretor e professor, era para os estudantes, um pai, um amigo, um exemplo de respeito e honestidade a seguir.
Mas por ser solteiro, precisava de alguém para cuidar de suas roupas e alimentação, foi aí que entrou em cena uma senhora negra de olhar bondoso e coração de ouro, seu nome era Ana a quem os alunos passaram a chamar carinhosamente de Mãe Ana.
Os aposentos do Diretor ficavam ao lado de duas salas de aula. Muitas vezes, alguns alunos davam um jeitinho de entrar na cozinha, a fim de saborear ao menos uma tapioca feita pelas maravilhosas mãos de mãe Ana.
Mãe Ana também fazia umas “trutas” para vender na cantina da escola. “Truta” era uma espécie de tapioca com um mel de engenho como recheio.
Para os serviços gerais, como consertos de bancas, conservação do prédio, havia a querida figura de Seu Marcelino. Amávamos e o respeitávamos com muito carinho.
Com o tempo, outros coadjuvantes foram chegando para ajudar o Diretor na sua difícil função: Biu Corneteiro ( tomando conta da Banda Marcial), Ozinete Bispo ( chefe de disciplina), Seu Juscelino ( porteiro)...
Tivemos um diretor cuja principal meta seria oferecer uma educação integral, cujo lema era: “tornar um cidadão útil à Pátria e a humanidade”.
Entre tantos predicativos, o nosso eterno diretor chamava a atenção das famílias pela sua imensa religiosidade, pois José Luís além de católico, era devoto fervoroso de Nossa Senhora.
As cortinas das lembranças se fecham por um instante e a próxima cena será representada na semana que vem em homenagem aos 60 anos da querida Escola que marcou tanto a vida do povo de nossa cidade: Ginásio Municipal de Gravatá, hoje, Escola Devaldo Borges!
Dilsa Maria Farias Lopes -(dilsamaria@gmail.com)


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