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Iara Gouveia, a segunda mulher vereadora da história da Vitória de Santo Antão

O Portal da Câmara de Vitória dá sequência a coluna “Nossa História” trazendo desta vez a vida legislativa da segunda mulher vitoriense a ter assento na Casa Diogo de Braga, a Dra. Iara Gouveia. O documentário faz parte de uma Trilogia histórica das três únicas mulheres que alcançaram a condição de parlamentares. Iniciamos com Florianita Oleron, agora com Iara Gouveia e encerraremos este documentário com Fátima Carneiro. Iara conta os embates políticos e jurídicos de sua atuação como parlamentar constituinte, os desafios enfrentados e a sua conturbada relação política com Dr. Ivo Queiroz

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Um mandato marcado pela ética e o zelo com a coisa pública. Eleita em 1988 pelo antigo PMB, Maria Iara Portela da Cruz Gouveia, foi a candidata com maior votação neste pleito para a Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão. Durante o mandato direcionou sua atuação para a moralidade dos gastos públicos, gratuidade do ensino e saúde pública.

Nasceu em 18 de outubro de 1938, no município de Atalaia – Estado de Alagoas. Desde cedo, conheceu as vicissitudes da vida quando perdeu seu pai aos 12 anos e logo após ficou órfã aos 22 anos após o falecimento de sua mãe, ambos morreram coincidentemente quando tinham 39 anos de idade. Sofreu da doença tifo epidêmico, quando foi salva pelo médico da Usina Uruba (em Alagoas) onde morava quando tinha 06 anos. Determinada, foi uma das poucas mulheres de uma turma majoritariamente composta por homens, a se formar no Curso de Odontologia pela FOP e depois no Curso de Direito pela UFPE.

Casou-se com o médico Sylvio Gouveia em 1964. Ele também já foi vereador em Vitória, obtendo três mandatos consecutivos. O casal se conheceu nos plantões que exerciam no Hospital da Restauração, em Recife, e desde então formaram uma família com quatro mulheres, seis netos (três homens e três mulheres), pelo qual uma de suas netas hoje também se formou em Direito. Chegaram a Vitória de Santo Antão recém-casados em 1969, em pleno período dos ‘anos de chumbo’.

Era o Golpe Militar de 1964. Iara Gouveia desde à época de sua vida universitária já atuava politicamente. Participou do Congresso da UNE, chegando a ficar hospedada durante sua ida ao congresso na residência de seu cunhado, o líder comunista Carlos Marighella. Entre as décadas de 1950 e 60, atuou como diretora da UNE. A amizade que nutria pelo casal fez Iara Gouveia participar como depoente do filme recém-lançado que conta a história do líder comunista, assassinado pelos agentes do DOPS. Outro fato interessante neste período foi quando ela acabou escolhida Miss Universitária de Pernambuco em 1958.

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