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HISTÓRIA DA IMPRENSA VITORIENSE

O LIBERAL VICTORIENSE - Semanário Democrático e Literário - 
Noticiou o Jornal do Recife, de 14 de maio de 1869, haver sido 
obsequiado, "pela respectiva redação, com o primeiro número" da nova 
folha, publicado no dia 8. Sucedendo a O Echo Liberal, imprimiu-se na 
mesma tipografia, sob a direção de Manuel Bernardo Gomes Silvério. 
Apresentava o slogan: "Quando a liberdade periga, todo cidadão deve ser 
um revolucionário". 
 
Jornal de vida extensa, dele só existem, na Biblioteca Pública do 
Estado, dois comprovantes: nº 5, ano V, de 19 de maio de 1873, não mais 
exibindo o slogan e com editorial de crítica a O Município, e nº 164, ano 
VIII, de 27 de janeiro de 1877. Tinha bom formato 36 x 27, com quatro 
páginas a quatro colunas de composição. Assinava-se a 10$000 por 
anualidade, acrescidos de 2$000 para fora da cidade; o semestre a 6$000 
e o trimestre a 3$000. 
 
O mencionado nº 164 atacou, avidamente, o Juiz de Direito local, 

Marcos Correia da Câmara Tamarindo, que tinha cobertura de defesa por 
parte do periódico Idéa Conservadora. Duas páginas da edição eram 
dedicadas a anúncios. 
 
Embora Alfredo de Carvalho tenha registrado, nos "Anais", que O 
Liberal Victoriense só viveu até meados de 1877, a publicação foi mais 
além. Existe, por exemplo, na biblioteca do Instituto Histórico de Vitória 
de Santo Antão, comprovante do nº 208, ano IX, de 6 de abril de 1878, 
em formato 48 x 32, com quatro páginas a quatro colunas de 14 cíceros. 
Constava do cabeçalho, abaixo do título: "Semanário Democrático, 
Noticioso e Literário, dedicado aos Interesses do Povo pernambucano". 
 
Abriu a edição o editorial "O Gabinete Liberal", atacando os 
"conservadores perdidos na opinião, gastos e corrompidos que a todo 
transe se querem filiar à democracia, tendo somente em vista o interesse 
pessoal". Concluiu, após uma série de considerações: "O Liberal 
Victoriense que, por força das circunstâncias, tinha-se eclipsado entre as 
brancas nuvens da liberdade, volta ao seu antigo posto de honra, 
equipado de carabina ao ombro". 
 
Seguiu-se matéria de rotina, complementando-a duas páginas de 
reclames comerciais. 
 
Ainda mais: A Província, do Recife, louvando o jornalista Manuel 
Bernardo Gomes Silvério, "esforçado paladino da imprensa liberal na 
cidade da Vitória", em sua edição de 9 de maio de 1878, reproduziu o 
artigo comemorativo da edição de aniversário d'O Liberal Victoriense, 
acompanhando-lhe o erro de "dez anos", em lugar de nove. Dele vão aqui 
transcritos os tópicos principais, que definem até onde afirmava o 
idealismo de um homem devotado à sua causa e ao seu jornal: 
 
"Dez anos de existência completa a nossa gazeta. Contamos dez anos 
de sacrifícios, vexames e contrariedades; até o próprio sangue serviu de 
holocausto aos assassinos que policiavam esta vitória em 1868, cujos 
remorsos e crimes trucidam-lhes as negras almas. Nunca vimos perigos 
que não os agrontássemos, embora cercados de ameaças e perseguições. 
Muitas vezes tentaram rebentar a nossa imprensa; repetidas vezes 
tentaram também contra a nossa existência; porém, para desesperá-los 
de raiva, para cauterizar tão cancerosas chagas, pouco valor dávamos à 
vida; lutamos desesperadamente. A nossa tenacidade era aplaudida pela 
imprensa democrática do país". 


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