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Os velhos carros da terra de Fidel

Pontiac e Cadillac (foto), ambos americanos, são vistos em toda esquina / Fotos: Fábio Jardelino / NE10

HAVANA (CUBA) - Andar pelas ruas de Havana é como voltar no tempo. Os velhos casarios, datados de uma época ainda colonial, formam a paisagem urbana. Mas a geografia da cidade, ao contrário do que se pensa, é bem planejada. Na verdade, podemos imaginar a capital cubana como um enorme Recife Antigo: estreitas ruas de paralelepípedo separam os prédios e avenidas largas interligam os extremos da metrópole.

Caminhando pela cidade, percebemos um leve toque de organização. Às vezes até esquecemos que se trata de um país com inúmeros problemas estruturais - provocados pelo próprio sistema político vigente. E um dos personagens deste cenário, que transforma o país socialista num filme de época, são os carros antigos.

Pontiac e Cadillac, ambos americanos, são vistos em toda esquina. Moskvich, Volga e Lada, os soviéticos, são outros que circulam pela nostálgica Havana. Quase todos datam dos anos 40, 50 e 60 do século XX. Alguns, completamente enferrujados e caindo aos pedaços, rodam normalmente. Há ainda os modelos tunados, com luzes de néon embaixo da carroceria.


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Datados dos anos 40, 50 e 60 do século passado, carros americanos e russos são comuns em Cuba
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Os Ladas, que chegaram à ilha após o embargo americano, servem para o transporte dos cubanos. Automóveis de marcas europeias são raros. SUVs japoneses são usados por agentes de consulados. Os chamados veículos populares no Brasil são raros por lá, a exceção é o Fusca. Para os nativos, porém, é difícil ter um carro exclusivo. Um dos problemas está no valor do combustível, que custa equivalente a R$ 3,80, muito caro para os padrões da Ilha de Fidel. 

Os veículos mais conservados servem para o transporte de turistas endinheirados. O passeio num Cadillac conversível pela orla de Havana custa o equivalente a 20 CUC, mais ou menos R$ 50. O sistema de transporte coletivo, assim como a economia, funciona de forma dividida. Os táxis se separam entre os regulares e as "máquinas". Este último é o meio de transporte mais barato em Cuba e lembra nossas lotações feitas por Kombis. Em cada máquina cabem confortavelmente sete pessoas.link

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