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Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down é comemorado nesta sexta-feira

Data criada pela Organização das Nações Unidas é um reforço à inclusão e integração



Formada em gastronomia, Beatriz diz que enfrentou preconceitos, mas que superou todos os desafios
O preconceito e a falta de esclarecimento ainda não foram totalmente superados em relação aos portadores da Síndrome de Down. Mas aos poucos, esse cenário vem sendo substituído. E a família é a principal protagonista desse processo de inclusão. A criação de grupos para troca de experiências e afirmação das inúmeras conquistas, ao longo do caminho, são cada vez mais comuns. No bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, pais e mães de crianças com Down reúnem-se diariamente na Associação Novo Rumo, para conversar e estimular seus filhos na prática de atividades diversas. Unânimes, confirmam que a adoção de atitudes como dedicação, informação, cuidados médicos específicos e, sobretudo, amor, foi capaz de gerar resultados que mudaram suas vidas. Agindo assim, reforçam a proposta do Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, celebrado hoje. Uma data que busca afastar a ignorância - que vitimou os portadores durante séculos - e difundir o conhecimento sobre essa condição genética, promovendo o respeito e uma verdadeira integração dessas pessoas na sociedade.

"No início, a falta de conhecimento sobre o assunto chegou a me levar ao pleno desespero. Com o passar do tempo, entendi que estava recebendo uma importante missão, capaz de me transformar em uma pessoa melhor", revelou a funcionária pública Eliane Raposo, de 43 anos, mãe do pequeno Gabriel, de 2. Ela é uma das dezenas de mães que frequentam a Associação Novo Rumo. O espaço oferece atendimento médico, pedagógico e social, além de muitas atividades de lazer. "Eu sou apaixonada pela arte e, se pudesse, estaria aqui todos os dias", revelou, ofegante, Letícia, de 12 anos, enquanto jogava Capoeira. Na animada roda, meninos e meninas saltavam e entoavam cantigas, espantando qualquer sinal de limitação. "Ela melhorou significativamente. Está mais solta e independente", revelou a sua mãe, Fátima Gomes, 53, que não parava de aplaudi-la.

Marina Mahmood/Folha de Pernambuco
Na Novo Rumo, atividades para o desenvolvimento
Criada em 2006, a data é um compromisso internacional assumido através de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, de acordo como Ministério da Saúde, a cada 700 nascimentos, uma criança tem Down. Atualmente, estima-se que existam cerca de 300 mil pessoas com a síndrome, nas diversas regiões do País. E que a cada dia demonstram que podem superar dificuldades. "Eu enfrentei muito preconceito, mas consegui vencer todos os desafios, provando que sou capaz", afirma a jovem Beatriz Machado, de 26 anos, referindo-se aos percalços que enfrentou para conseguir realizar o sonho de se formar em gastronomia em uma universidade. "Não existe barreiras quando se está determinada, hoje posso ensinar o que aprendi para meninos e meninas iguais a mim", falou emocionada. No fogo, uma fornada de cupcakes fazia o aroma se alastrar por toda a casa, tornando a oficina de culinária uma das mais disputadas da Associação.

    "Para eles, ser feliz pode significar muitas coisas, como ir à escola, viajar, tocar uma música, ganhar seu próprio dinheiro ou, simplesmente, admirar o universo ao redor. É preciso acompanhar o crescimento como um todo. Os parentes e amigos devem estar juntos e acreditarem. A receita é baseada no amor", afirmou a médica geneticista Paula Arruda, que há mais de dez anos iniciou o projeto. Ela destaca que a expectativa de vida para este público foi bastante ampliada, atingindo cerca de 70 anos.

    Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de DownCrédito: Marina Mahmood

    Em salas coloridas, com espelhos, computadores e muitos brinquedos, os profissionais se revezam para atender a um público bastante especial. "Nosso trabalho inclui a estimulação precoce, a partir dos primeiros meses de vida. Damos atenção ao desenvolvimento da linguagem e fala, além do avanço cognitivo e psicomotor", explicou a fonoaudióloga Sandra Ramos. Já a terapeuta ocupacional, Fátima Francisco, destaca que as ações podem ser usadas para tratar a falta de força muscular e trazer melhora nas habilidades. "Realizamos um avaliação constante, evitando possíveis atrasos", pontuou. Apesar do grande avanço na área, promovendo mais qualidade de vida para quem tem a síndrome e todo o seu círculo familiar, muitos fatores ainda representam um entrave, afligindo a muitos pais. "Conseguir uma escola foi uma grande peleja. Algumas recusaram a matrícula e outras chegavam a cobrar duas mensalidades para aceitá-la. É um absurdo!", criticou a estudante Danielli Cristina, de 26 anos, enquanto brinca com a filha Maria Luísa, de 4. "Hoje podemos comemorar muitas vitórias, mas precisamos estar juntos para vencer todas as outras", concluiu.ver link

     


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