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Pernambucano de Vitória Osman Lins é lembrado por casar a prosa com poesia


Respeitado nos círculos literários do Brasil e do exterior, autor completaria 90 anos neste sábado
Ao ler Avalovara, do escritor e dramaturgo pernambucano Osman Lins (1924-1978), o argentino Julio Cortázar teria dito que, se fosse ele o autor, não precisaria escrever por 20 anos. O elogio ilustra a importância da obra do nativo de Vitória de Santo Antão, que completaria 90 anos neste sábado (5) e tem sua trajetória respeitada nos círculos literários do Brasil e do exterior. O sucesso da adaptação para o cinema de um de seus textos teatrais - Lisbela e o prisioneiro - o deixou sob o signo da dualidade: admirado, mas pouco lido fora do ambiente acadêmico; conhecido por um público mais amplo, mas pouco montado nos palcos.

Se Lisbela ajudou na difusão do nome de Osman Lins, a solidez da sua trajetória literária passa por outros escritos. "Ele faz parte de um dos três momentos importantíssimos da modernidade em Pernambuco: a recusa do modelo parnasiano por Manuel Bandeira, a depuração de João Cabral de Melo Neto e a união entre prosa e poesia promovida por Osman. Quando ele era vivo, não se sabia como classificar sua obra, e isso incomodava. O grande público, por sua vez, entrou em sua obra por uma porta lateral. Lisbela foi um trabalho circunstancial.", afirma o professor do departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco Lourival Holanda.

Segundo a jornalista Ivana Moura, que escreveu o livro O matemático da prosa, sobre o autor, a obra dele, seja literária ou dramatúrgica, traz temas atemporais. "Para Osman, a palavra era algo muito importante, era uma pedra a ser lapidada. Às vezes ele passa um dia para escrever dois, três paragráfos. Em sua obra, ela servia para falar de justiça, de liberdade, de respeito pela pessoa humana. Sua literatura é considerada um pouco difícil porque as pessoas querem tudo mastigado, mas sua prosa é arrebatadora e sua forma de escrever é muito contemporânea".

A memória de Osman também é guardada pela família, que ainda tem em seu poder parte do acervo deixado pelo escritor. A filha caçula, Ângela Lins, tem a guarda desse material e afirma ter o desejo de montar um instituto dedicado à memória do pai. "Ele tem a fama de ser hermético, mas queria ser lido pelo maior número possível de pessoas. Me comprometi a divulgar a sua obra, mas é difícil, pois faltam recursos e parte desse material está sofrendo com a umidade. Já perdi documentos importantes e isso me angustia".

Eventos

Nos dias 18, 19 e 20 deste mês, o Teatro Hermilo Borba Filho recebe o evento Leituras Cruzadas III: Lendo Osman Lins. A ação engloba palestras, uma exposição, apresentação do curta-metragem A partida, de Sandra Ribeiro, baseado em texto do autor, e a apresentação teatral Perdidos e achados, inspirada em narrativa homônima de Osman. Entre os convidados estão a filha caçula do escritor, Ângela Lins, e o ator e diretor paraibano Luiz Carlos Vasconcellos.
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