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Pela terceira vez em uma semana motoristas e cobradores paralisam atividades


Corredores exclusivos vazios, terminais integrados fechados. Os dois cenários que melhor retratam a manhã de sexta-feira (29) na Região Metropolitana do Recife. Pela terceira vez em oito dias motoristas e cobradores de ônibus cruzaram os braços para reivindicar reajuste no tíquete-alimentação. A categoria - que conseguiu na justiça um reajuste salarial de 10% - quer um aumento de 75% no tíquete-alimentação, que passaria dos atuais R$ 170 para pouco mais de R$ 300. A justiça, contudo, concedeu apenas 6%, o que irritou os rodoviários. Eles afirmam que a paralisação acontecerá das 4h às 8h. Mais de 1 milhão de pessoas utilizam ônibus diariamente no Grande Recife.

"Depois desse horário, será normal. Durante o final de semana também será normal. Como foi aclamado por maioria na assembleia, vamos fiscalizar para que seja cumprido o que foi acordado", explicou o presidente do sindicato dos rodoviários, Benilson Custódio.Para tentar amenizar a situação, o metrô do Recife funcionará com uma hora a mais nos horários de pico, somando 20 viagens a mais na Linha Centro e 20 viagens a mais na Linha Sul. O horário será estendido das 6h às 9h30 (normalmente, é até as 8h30) e das 17h às 21h (o horário normal é até as 20h).

O metrô está circulando com a mesma quantidade de composições. O intervalo entre os trens é de 5 minutos na Linha Centro e de 8 minutos na Linha Sul. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrorec, o número de passageiros diminui durante a paralisação dos rodoviários, pois entre 55% e 60 % dos usuários do metrô chegam das integrações.

Pelas redes sociais a população voltou a reclamar da decisão dos rodoviários em paralisar as atividades. Na página do Jornal do Commercio no Facebook (facebook.com/jornaldocommercioPE) o internauta Carlos Eduardo não poupou a categoria. "Virou bagunça!!!! Quantas pessoas precisam sair de casa e acabam ficando presas numa parada por falta de ônibus. Quantas consultas perdidas entre outras coisas. Se quer prejudicar, faz isso com o patrão e não com a população que precisa do serviço", escreveu. Já Raimundo Dantas perdeu um compromisso por conta da paralisação. "Apenas me impediu de ir à junta militar para saber se iria ficar ou não. Tenso". Emerson Ponte acredita que um entendimento seria melhor para todos. "Acredito que a população é o lado que mais sofre. Junto-me a ela. Seria interessante que cada um daqueles que pleiteiam uma vaga seja na assembleia ou onde quer que seja, busque soluções de viabilidade para todos. Que o lugar almejado não funcione apenas como uma redoma, onde tantos se cobrem com o manto do egoísmo, há tantas décadas. O transtorno atual talvez nos sirva de lição.

Mas houve também que ficou do lado dos rodoviários, como Welber Oliveira. "É inteiramente aceitável e precisa essa reivindicação por parte dos motoristas e cobradores. No entanto, nesse jogo de vai e volta, nós que também somos trabalhadores e dependentes do transporte público somos atingidos diretamente. Algumas empresas não possuem patrões liberais e conscientes sobre o que impede seu empregado de não ir ao trabalho e acaba descontando seu dia no final do mês, e sejamos sensatos, um desconto por dia não trabalhado é um buraco enorme para quem depende disso."

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